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Tênis

10/09 - 08:49

Altos e baixos de tops fazem tênis feminino ter mais zebras e mudanças no ranking
Safina, mesmo sem título de Grand Slam, é líder na WTA; metade das tenistas nas quartas do Aberto dos EUA é novata

Por Aretha Martins, do iG Esporte


SÃO PAULO – O tênis feminino mundial tem uma marca típica nos últimos tempos: os altos e baixos das suas estrelas. Essa irregularidade ajuda explicar como a russa Dinara Safina está na ponta do ranking mundial desde 20 de abril deste ano mesmo sem ter vencido nenhum Grand Slam.

O Aberto dos Estados Unidos deste ano é um exemplo.  Favoritas como Dinara Safina, Venus Willians e Jelena Jankovic caíram. De todas as tenistas que chegaram até as quartas-de-final, metade estava lá pela primeira vez (Kateryna Bondarenko, Yanina Wickamayer, Caroline Wozniacki e Melanie Oudin). Os torneios estão constantemente abertos para mais “zebras” que o masculino.

O iG Esporte fez uma seleção com estrelas que já estiveram na liderança do ranking da WTA, mas perderam o posto porque se lesionaram, preferiam dar atenção para a família ou mesmo não  tiveram cabeça para suportar a pressão de ser a melhor do mundo.


Não aguento mais!

Logo depois de ser eliminada ainda na primeira rodada do Aberto dos Estados Unidos,  Ana Ivanovic falou que deixaria as quadras por tempo indeterminado. A musa sérvia, que assumiu a liderança do ranking em junho em 2008 depois de faturar o Roland Garros, mudou de idéia pouco depois e afirmou que pararia apenas por algumas semanas.

“Tenho passado por muitas pequenas lesões. Assim que eu sentia que estava perto de voltar ao meu ritmo, eu tinha dor em um novo lugar e aí eu via que estava começando tudo de novo. Isso obviamente afetou a minha confiança. Agora eu acho que a melhor coisa se fazer é tirar uma semana ou duas de folga, para desligar completamente do tênis e voltar renovada para o próximo torneio”, disse a tenista em seu site oficial. Ela volta a jogar no torneio de Tóquio.

A desistência mais surpreendente foi de Justine Henin. A belga se aposentou em maio de 2008, no auge de sua carreira e na liderança no ranking mundial há 117 semanas. “Cheguei ao fim do meu caminho. É o fim de uma bela aventura, de um sonho de criança. Tenho coisas novas para fazer. Parto sem ressentimento”, disse Henin em sua despedida. “Não vencer Wimbledon é a minha maior decepção profissional. É um torneio de muita tradição, mas meu estilo de jogo não era bom o suficiente para as quadras de grama. Provavelmente, nunca entrava com a confiança suficiente para vencer lá”, comentou.

Já a suíça Martina Hingis, que foi nº 1 do mundo por 209 semanas, teve um agravante para abandonar o tênis profissional. Além das lesões e do cansaço alegado pelas outras tenistas, o exame antidoping de Hingis deu positivo para uso de cocaína no torneio de Wimbledon, em 2007. Ela negou, mas se aposentou dizendo faltar vontade para rebater a acusação. “Tive um exame positivo, mas eu nunca usei drogas e me sinto 100% inocente. O motivo pelo qual tomei essa decisão é que eu não quero ter uma briga com as autoridades antidoping. Por causa da minha idade e dos meus problemas de saúde, eu também decidi me aposentar do tênis profissional”, falou. Martina Hingis sofria com problemas no quadril.

Mas essa não foi a sua primeira aposentadoria.  A suíça já tinha saído das quadras em 2003, depois de uma lesão no tornozelo, mas retornou e ainda levou três títulos em 2006, até terminar ano em 7ª no ranking.


Pausa para ser mãe

A belga Kim Clijsters parou em maio de 2007 alegando que precisava de tempo livre. Ela ocupava a quarta colocação no ranking e também sofria com repetidas lesões. "A dificuldade de sair da cama pelas manhãs e colocar meus músculos no ritmo e a necessidade de tempo para preparar meu casamento torna muito difícil que continue. ", justificou. “ É o momento também de comer chocolate e de brincar com meus cachorros. E, principalmente, é o momento de estar com minha família e meus amigos”, completou. Clijsters se aposentou, casou, teve sua filha Jada em fevereiro de 2008 e voltou neste ano. Para surpresa, ela já é semifinalista do Aberto dos Estados Unidos.

A norte-americana Lindsay Davenport, cinco vezes líder do ranking, também se afastou do tênis para cuidar da família. Ela parou de jogar em 2006, quando ficou grávida, e voltou em 2007. Parou mais uma vez em 2008, para ter o seu segundo filho.


Muitas lesões, mas sem desistir

O tênis feminino também tem aquelas que são “duronas” e, mesmo com lesões e cirurgias, não deixam as quadras. A musa russa Maria Sharapova sofria com dores crônicas no ombro direito desde 2008, passou por uma cirurgia quando estava no topo do mundo e retornou aos torneios neste ano depois de sete meses parada. Ela ainda não reencontrou a boa forma e foi eliminada no Aberto dos EUA pela jovem Melanie Oudin, uma das sensações da competição.

Outra líder do ranking prejudicada foi Amelie Mauresmo. A francesa fez a sua melhor temporada em 2006, quando venceu dois Grand Slams e ficou na ponta da WTA por 34 semanas. Nos anos seguintes, viveu seus piores momentos. Em 2007, fez uma cirurgia de apêndice de emergência e ficou afastada do esporte por dois meses. Depois, teve estiramento no músculo adutor e perdeu mais nove semanas. Em 2008, sentiu as costas e a coxa. Com isso, despencou da liderança para fora do top 20.

As irmãs Williams são outras que sofreram com repetidos machucados. Venus, atual número 3 do mundo, teve seu auge em 2002 e, depois, ficou quatro anos sofrendo com repetidas lesões de joelho, ombro e punho. Em 2007, conseguiu uma bela volta com o título em Wimbledon. Já Serena, número dois do mundo, se machucou dançando em uma boate em 2002, quando era líder do ranking. Ela precisou operar o joelho e ficou oito meses parada. O joelho continuou incomodando e Serena ficou fora até do top 100 na temporada 2006. Mas a norte-americana não desistiu e voltou ao top 10 com o título no Aberto da Austrália, em 2007, e à liderança em 2008. Agora, ela é a única cabeça-de-chave na briga pela taça no Aberto dos Estados Unidos de 2009.

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