Marcão banca atacantes do Fluminense antes de semifinal da Libertadores

Comandante tricolor prioriza lealdade ao vestiário e avalia opções de velocidade para buscar dois gols de diferença contra o Palmeiras

Canobbio e Soteldo foram vaiados nos últimos jogos
Foto: Foto: Marina Garcia/ Fluminense
Canobbio e Soteldo foram vaiados nos últimos jogos

O técnico Marcão optou pela blindagem irrestrita do vestiário do Fluminense no momento de maior exigência da temporada. As vaias contundentes das arquibancadas direcionadas aos atacantes Soteldo e Canobbio no último domingo (18), após o revés contra o Santos, não abalaram a convicção do comandante tricolor.

Além disso, a postura do treinador reflete a necessidade urgente de preservar o equilíbrio emocional do elenco antes da semifinal da Copa Libertadores. Com isso, o Tricolor viaja para São Paulo com a missão de reverter o revés de 2 a 1 sofrido no Rio de Janeiro diante do Palmeiras.

Para garantir a vaga na decisão no tempo normal, a equipe das Laranjeiras precisará triunfar por dois gols de vantagem fora de seus domínios. A busca por um ataque agressivo e vertical coloca em debate a manutenção de peças veteranas contra alternativas como o jovem Kauã Elias e a velocidade de Wesley.

Blindagem aos nomes contestados

De fato, o treinador tricolor assumiu o papel de escudo para proteger suas principais referências ofensivas das contestações externas. Marcão fez questão de enaltecer as valências coletivas e a disciplina tática de Soteldo para justificar a importância do atleta na engrenagem da equipe.

“O Soteldo é um excelente jogador, que a gente reconhece mundialmente. Quando foi titular é porque mereceu, tem as funções táticas defensivas, o 1 x 1 faz ele decidir a nosso favor e isso credenciou a titularidade. Temos jogadores de qualidade, cada um com sua valência, temos outras opções e por isso estamos variando. No último jogo, escolhemos o Wesley e hoje optamos por ele. É um jogador da nossa confiança, um jogador de grupo, e cabe a nós decidir quem vai jogar cada partida”, destacou o comandante.

Contudo, a insistência em manter peças sob forte pressão popular escancara a linha tênue entre fidelidade ao grupo e pragmatismo esportivo. Por essa razão, a comissão técnica analisa minuciosamente as alternativas para não tornar o setor ofensivo previsível em São Paulo.

Fluminense busca equilíbrio no ataque

Por outro lado, o aproveitamento de peças de velocidade surge como caminho viável para conferir intensidade às transições. O treinador admitiu que a montagem da formação ideal depende da leitura detalhada das virtudes defensivas do rival paulista.

“Vamos escolher. A gente sempre fala da melhor estratégia. A gente vai analisar o adversário. Todos eles estão jogando e cabe a nós decidir a melhor decisão, no que se encaixa melhor no que a gente pensa do jogo. Para enfrentar essa forte equipe com um time mais forte, motivado, alegre, que agrida. Vai ser a nossa melhor escolha para quarta”, explicou Marcão.

Assim, o Fluminense desembarca na capital paulista consciente de que apenas uma postura corajosa manterá vivo o sonho continental. Dessa maneira, a convicção demonstrada pelo treinador precisará se converter em rendimento prático e bola na rede para calar as críticas e carimbar a classificação.

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