Justiça cobra contratos da venda de Allan pelo Palmeiras ao City

Palmeiras terá de entregar contratos da transferência, enquanto credores tentam garantir parte do dinheiro

Venda de Allan ao City vira disputa judicial
Foto: Foto: Divulgação / Manchester City
Venda de Allan ao City vira disputa judicial

A negociação que levou Allan do Palmeiras ao Manchester City agora está no centro de uma disputa judicial. A Justiça de São Paulo determinou que o clube alviverde apresente, em até dez dias, os contratos e documentos relacionados à transferência do meia, fechada em agosto por 40 milhões de euros, entre valores fixos e variáveis, cerca de R$ 240 milhões.

A decisão saiu na última sexta-feira (16), assinada pela juíza Marcella Leal Restum, da 5ª Vara Cível. O Palmeiras não é réu na ação, movida pela M&F Investimentos e Participações S/A contra o Figueirense, porém entrou no processo porque precisa repassar ao clube catarinense uma parcela do valor da venda.

Repasse de R$ 24 milhões por Allan está em jogo

O acordo firmado entre os dois clubes brasileiros em maio de 2025 prevê que o time de Santa Catarina receba 10% da transferência de Allan, o equivalente a R$ 24 milhões, além de uma bonificação de R$ 750 mil. Dessa forma, a Justiça quer acesso à íntegra dos documentos da negociação, além de anexos e possíveis aditivos que detalhem a forma de pagamento.

A disputa tem origem em um empréstimo de R$ 3 milhões feito pelo fundo Sports Partners ao Figueirense, em 2018. Como o clube não quitou o débito, a dívida chegou perto de R$ 5 milhões. A M&F entrou no caso depois de adquirir o crédito do fundo. O processo tramita na Justiça paulista desde 2020.

Em setembro, o Palmeiras já havia sido intimado a não repassar valores ao Figueirense. Por outro lado, a empresa que cobra a dívida pediu o depósito do dinheiro judicialmente, para evitar a transferência dos recursos antes da resolução da disputa.

O clube informou, porém, que outros dois credores também solicitaram o bloqueio dos valores da negociação. Um deles é o Athletico-PR; o outro está ligado a uma ação trabalhista. Com mais de uma cobrança sobre o dinheiro, o destino da parcela que caberia ao Figueirense depende dos desdobramentos judiciais.