Abel elogia Giay e analisa retorno de Paulinho: “Precisa de tempo”

Técnico destaca evolução do lateral argentino e fala sobre entrada gradual do atacante, que voltou aos gramados neste domingo (11)

Abel Ferreira durante a goleada do Palmeiras sobre o Corinthians
Foto: FOTO: Cesar Greco/Palmeiras
Abel Ferreira durante a goleada do Palmeiras sobre o Corinthians

Abel Ferreira não poupou elogios a Giay, protagonista da goleada do Palmeiras por 4 a 1 sobre o Corinthians, neste domingo (11), no Nubank Parque. Afinal, o lateral-direito argentino marcou dois gols e teve papel decisivo no triunfo alviverde pelo Brasileirão, que manteve a equipe na luta pelo título.

“Se fosse seguir o que dizem, já tinha mandado o Giay embora depois de um mês. Podem ter certeza, jogadores que eu vejo que não têm futuro, não ficam no Palmeiras. Eu não abdico do caráter. Prefiro contratar um jogador inicialmente mais fraco tecnicamente, de leitura, mas com compromisso e caráter”, disse.

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Além disso, o treinador também ressaltou a importância de ter paciência com os jogadores mais jovens do elenco. Abel citou Khellven, que não participou do Dérbi, mas vem recebendo oportunidades na equipe.

“Acho injusto falar só do Giay sem falar do Khellven. Que chegou bem, foi amassado e o último jogo que fez em casa foi muito bem. Os jogadores começam a entender o que é jogar no Palmeiras, é uma cobrança diária. Há uma cobrança nos treinos, processos, uma exigência diária”, acrescentou.

Retorno gradual de Paulinho

Ao longo da entrevista, o português também comentou a entrada de Paulinho, que voltou a atuar após mais de dois meses afastado por lesões. O atacante entrou no segundo tempo e teve a oportunidade de marcar o quinto gol palmeirense, mas desperdiçou um pênalti. A volta aos gramados, no entanto, representa um passo importante para o camisa 10 na reta decisiva da temporada.

“ Não vou mentir, se o jogo não estivesse tão elástico, não iria entrar. Se fosse questão de justiça, quem deveria ter entrado era o Felipe. Mas felizmente o resultado estava elástico, ele treina com a equipe há três dias, muito pouco tempo. Mas temos que meter muito gelo. E ele principalmente”, explicou.

“Sabe a cobrança que há nele. E na cabeça dele tem o medo de lesionar de novo. E se lesionar? Não tem problema nenhum. Quem joga no máximo, cobramos todo o dia no máximo, está mais perto de lesionar. Não tem que ter medo de lesionar. Ele precisa de tempo para participar. Ganhou 15, 20 minutos”, completou.

“O próximo jogo, vai ditar se vai jogar ou não. Se perguntam a mim como treinador se era justo ele bater o pênalti, não era… ainda. Mas ele tem um grupo de colegas. Um ou outro pode ter ficado chateado por bater, mas fizeram uma reunião de condomínio, quatro ou cinco. Eles decidiram. Tem um grupo de homens do caneco. Falhou, está chateado, mas tem um grande grupo. Porque senão não deixariam bater e bateria outro”, finalizou.


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