Jorginho explica expulsão após empate do Flamengo: “Falta em mim”

Jogador admite erro, mas acredita que houve falta de Rony antes de colocar a mão na bola; volante pede autorreflexão do time

Jorginho deixou o Flamengo com um a menos após levar vermelho direto em pênalti cometido
Foto: Foto: Gilvan Souza / Flamengo
Jorginho deixou o Flamengo com um a menos após levar vermelho direto em pênalti cometido

Após os jogadores do Flamengo se recusarem a falar com a imprensa ao apito final do empate por 2 a 2 com o Santos, nesta quinta-feira (8/10), na Vila Belmiro, o volante Jorginho concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do time paulista. Pivô da maior polêmica do jogo ao levar vermelho direto quando cometeu pênalti por mão na bola, o jogador discordou da marcação, visto que acredita ter sofrido falta na origem da jogada.

O ítalo-brasileiro, expulso aos 32′ da etapa final quando o placar marcava 2 a 0 para o Fla, tentou explicar a circunstância da partida, revelando também acreditar em erro de Anderson Daronco (RS), árbitro do movimentado duelo.

“Um jogo em que a gente começa bem, tem o controle, cria chances e marca os gols. De repente, tudo muda. A gente começa a tomar decisões erradas, não ter mais o controle. E um episódio que acaba mudando totalmente a situação. Não cabe a mim falar, cabe a vocês analisar e dar a opinião. Na minha, não era pênalti, e sim falta em mim. Tomo um empurrão nas costas, caio e nem caio com a mão na bola. E sim ele (Rony) chuta a bola no meu braço, enfim. Essa foi a decisão dele (árbitro). Então esse episódio acabou mudando muito o cenário completo, infelizmente a gente não sai com a vitória daqui, mas a gente soma um ponto. A gente continua na frente com um ponto a mais e uma rodada a menos”, explicou o volante.

Punição dupla

Inicialmente no lance, Daronco dera falta fora da área e amarelo para Jorginho. Após revisão do VAR, porém, ele mudou a marcação para pênalti e vermelho direto. Para o camisa 21, a decisão do gáucho foi a “pior possível”.

“Na minha opinião, ele (Daronco) conseguiu fazer a pior situação possível. Foi ao VAR, teve a possibilidade de voltar atrás, mas tomou a decisão de dar essa dupla penalidade. Então, não dá para voltar atrás. Só dá para seguir adiante e tentar melhorar”, disse.

Jorginho, então, respondeu se há pressão na arbitragem em jogos do Flamengo. Ele concordou, exemplificando com a contagem imposta pelo árbitro para cobranças de tiro de meta, que ampliaram após o Rubro-Negro estar na frente do placar.

“Eu vou dar um exemplo muito simples e direto. Começa o jogo, não contam os cinco segundos do nosso tiro de meta. Está 0 a 0, está tudo tranquilo. Começa o segundo tempo, a bola mal sai e começa a contagem de cinco segundos. Com isso já diz muito e você percebe dentro de campo. Por que começa o jogo e não começa a contagem quando a bola sai? Se você esperar um segundo ou dois a mais, tudo bem, mas quando vira o segundo tempo, a bola mal sai e já tem um braço contando. Essa e outras coisas que você percebe dentro de campo”, reclamou o craque.

Autorreflexão na equipe

Na reta final da coletiva, Jorginho falou sobre o papo dos jogadores no vestiário após o apito final. Ele revelou que a conversa inicial foi sobre arbitragem, mas que o principal é uma autorreflexão – incluindo dele mesmo – dos jogadores após o tropeço.

“Foi um pouco de tudo. A gente falou muito mais da arbitragem neste momento, mas tem muito da nossa responsabilidade também. Dos nossos erros, do meu erro. Cometer esse erro, todo mundo cometeu erro hoje. Não só apontar o dedo, mas se olhar no espelho e ver o que se pode fazer melhor para o Flamengo, que é o mais importante. Eu, principalmente, na minha posição, com o erro que cometi, vou ser o primeiro a olhar no espelho e fico muito chateado com o que aconteceu e espero que todo mundo faça o mesmo”, finalizou Jorginho.