Pedrinho diz que “vai incomodar muito mais” o consórcio do Maracanã

Presidente do Vasco vai defender revisão de concessão do estádio, que hoje é administrado por Flamengo e Fluminense

Vasco luta para jogar no Maracanã
Foto: Foto: Matheus Lima/Vasco
Vasco luta para jogar no Maracanã

Após a aprovação do Conselho Deliberativo pela venda da SAF do Vasco, o presidente Pedrinho afirmou que o clube irá rever a situação da licitação do Maracanã. O mandatário disse que irá seguir incomodando o consórcio administrado por Flamengo e Fluminense. O clube, afinal, tenta pela Justiça mandar o jogo contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana, no estádio. No entanto, enfrenta dificuldades.

“O que eles estão fazendo? Me sufocando, me empurrando para onde eles querem que eu jogue? Se o Vasco passou um período sem representatividade e isso tá incomodando, vai incomodar muito mais, inclusive com o consórcio do Maracanã, a licitação. Eu vou rever isso, pode ter certeza absoluta. É por eu ter casa que eu não posso rever isso? Vou rever, sim, senhor.

“Então, assim, se está incomodando o Vasco voltar ao seu trilho, e não estou falando sobre título, sobre nada disso. Estou falando sobre reestruturação institucional. Como eu já falei, eu não prometo título, não prometo vitória, eu prometo trabalho. Vou seguir incomodando”, completou.

O contrato entre Vasco, Fla e Flu

Além disso, Pedrinho disse que o acordo para o uso do Maracanã pelo Vasco partiu do presidente do Flamengo. O memorando de entendimento de Vasco, Flamengo e Fluminense prevê que todos os clássicos de 2025 e 2026 sejam no estádio.

“Esse contrato aconteceu quando eu ia exercer mando de campo contra o Flamengo e exercia papel de visitante. Falei que jogaria no Nilton Santos, onde eles proíbem Norte e Sul. Avisei e disse que o jogo mais violento não era Vasco e Flamengo. E que há outros clássicos que os setores Norte e Sul são abertos. A ligação volta e diz que o presidente do Flamengo queria fazer acordo”, disse antes de complementar.

“Foi quando fizemos um acordo para que eu pudesse exercer o papel de mandante. Customizar o vestiário, número de camarotes, estacionamento, ingressos e os quatro jogos que falei. Foi aceito só para eu fazer esse jogo no Maracanã? Nunca mais usei dos direitos que tenho no contrato. Vou continuar lutando. Pode ter certeza. Sempre que o Vasco for injustiçado num contrato”, ressaltou.

Vasco corre contra o tempo

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve, nesta terça-feira, a negativa ao pedido do Vasco para mandar a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors no Maracanã. O clube tentava mudar uma decisão anterior que havia rejeitado a tutela de urgência contra a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária que administra o estádio.

A decisão liminar ainda pode ser alterada até sábado, prazo limite para o Vasco definir o local da partida junto à Conmebol. O relator, afinal, apontou a complexidade do caso e a falta de elementos suficientes para obrigar a liberação do estádio, citando dúvidas sobre a viabilidade operacional, o calendário e as condições do gramado.

Caso optasse por atuar fora do Rio de Janeiro, o Vasco precisaria informar o local à Conmebol até 15 dias antes da data da partida. Com isso, a data-limite teria se encerrado na última segunda-feira.