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Já se pode dizer com todas as letras: Thiago Pereira, com seus dez ouros, é o brasileiro mais vencedor da história dos Pans

O quarto ouro de Thiago Pereira em Guadalajara e seu 10º em Pans: novo recorde
Jefferson Bernardes/VIPCOMM
O quarto ouro de Thiago Pereira em Guadalajara e seu 10º em Pans: novo recorde
Levou alguns dias, mas o assunto que mais concentrou atenções dos brasileiros no Pan até aqui chegou, se não à sua definição, a seu ponto culminante: Thiago Pereira já é o atleta brasileiro mais vencedor da história dos Jogos Pan-Americanos. O nadador de 25 anos conquistou sua quarto ouro em Guadalajara, nos 200 m medley, e foi a dez na sua carreira – mesmo número de medalhas douradas do mesatenista Hugo Hoyama.

A história está feita. De agora em diante, tudo o que vier nas outras duas provas que Thiago nada - o revezamento 4 x 100 m medley e os 200 m costas – será para ratificá-la.

O que vem por aí na quinta-feira: A hora de Cielo e do vôlei feminino

O iG Esporte resume o principal do Dia do Brasil em Guadalajara :

São dez pra lá, dez pra cá

Se Thiago Pereira estava mesmo tão cansado quanto manifestou no dia anterior , disfarçou bastante bem. Não apenas ele conquistou o ouro histórico com uma vitória tranquila nos 200 m medley como, minutos depois, ajudou – e muito – o revezamento 4 x 200 m livre a superar a Venezuela e ficar com a prata . Agora só é difícil saber o que Thiago vai comemorar mais na quinta-feira: se o novo recorde, ou o fato de que finalmente terá um diazinho de folga em sua maratona de provas.

Leia a análise completa do dia da natação no Blog do Rogério Romero

Se é por falta de adeus

O tão propalado dia em que Hugo Hoyama se despediria da condição de atleta mais vencedor da história brasileira em Jogos Pan-Americanos coincidiu com o dia em que deu adeus ao Pan de Guadalajara. Aliás, não só o dia, mas o momento. Foi quase simultaneamente que Thiago Pereira venceu os 200 m medley e, a poucos quilômetros dali, Hugo caiu nas oitavas de final da chave de simples do tênis de mesa.

Para campeã, prata é pouco

O fato de ter conquistado o título mundial de single skiff light em setembro, na Eslovênia, fez com que a remadora Fabiana Beltrame entrasse no Pan com moral. Por outro lado, fez também com que a decepção parecesse maior ainda quando a brasileira terminou com a medalha de prata na final de sua prova – que, para piorar, não é olímpica. Fabiana terá que mudar de classe para competir em Londres-2012 e já admite: “ Uma medalha será impossível ."

Na mosca

Os atiradores brasileiros andaram se esbaldando nas medalhas de bronze: Roberto Schmits, na fossa olímpica, conquistou a terceira da modalidade . Coube, então, a uma mulher dar dois passos adiante e trazer o primeiro ouro do tiro esportivo brasileiro em Guadalajara: Ana Luiza Ferrão não só venceu a prova dos 25 m pistola como ainda estabeleceu um novo recorde pan-americano .

Veja como está o quadro de medalhas completo do Pan

Vocês vêm sempre por aqui?

No vôlei feminino, chegou aquele momento que, no fundo, todos vinham esperando: o da revanche entre brasileiras e cubanas. Com a vitória por 3 a 0 sobre a República Dominicana na semi, a equipe de José Roberto Guimarães avançou à final e, quatro anos depois da dolorida derrota por 3 sets a 2 na decisão do Pan de 2007, num Maracanãzinho lotado, terá a chance de dar o troco. Será a quarta decisão de Pan entre os dois países: Cuba além do Rio-2007, Cuba venceu em Havana-1991. O Brasil, em Winnipeg-1999.

Mi casa, su casa

Foi dia de abertura do torneio de futebol masculino e, se ele não serviu para a seleção sub 20 de Ney Franco começar sua campanha com vitória, pelo menos valeu para confirmar uma coisa: entre brasileiros e argentinos, a torcida mexicana prefere os verde e amarelos. De longe. O iG Esporte estava lá, no estádio Omnilife e seu controverso gramado sintético , para acompanhar o empate em 1 a 1 entre Brasil e Argentina.

As melhores fotos dos brasileiros no quinto dia de Pan:

E ainda teve mais:

Hóquei? Adoro

Nunca se viu tanta gente acordando cedo no México para assistir a uma partida de hóquei na grama. Tudo por causa das duas reputações das “Leonas” argentinas – tanto a de serem campeãs mundiais quanto, sobretudo, a de serem bonitas. Tietadas, as “muchachas” marcaram 11 a 0 sobre Trinidad e Tobago na estreia.

À água voltarás

E, por falar em esporte pouco popular, argentinas e fotos, quem também chamou a atenção foram as vencedoras do double skiff light, no remo. No pódio, Milka Kraljev, Maria Abalo, Maria Best e Maria Rohner primeiro posaram para fotos saltitando e fazendo dancinhas e, por fim, resolveram se soltar de vez e mergulhar na água.

Guadalajara: 130 km

As competições de remo, aliás, são daquelas que fazem com que muita gente no México se refira aos Jogos Pan-Americanos não como os de Guadalajara, mas os do estado de Jalisco. Isso porque as disputas da modalidade foram realizadas na lagoa de Ciudad Guzmán, um município ao pé do vulcão Nevado de Colina, que decretou feriado para acompanhar os remadores do Pan, como conta o enviado do iG Esporte.

Acompanhe todas as competições do Pan ao vivo no iG Esporte


A frase do dia

Do técnico do futebol masculino Ney Franco - de 45 anos e que treina uma equipe com garotos de até 20 - sobre o gramado sintético do estádio Omnilife.

É campo de final de semana, para gente de 60, 70 anos, após tomar seu chopinho. É para jogar pelada.

Nos blogs do iG 

Quando um cara de 25 anos reclama das dores no corpo e avisa que não pretende mais repetir a maratona à qual vem se submetendo neste Pan, disputando quase uma dezena de provas, isso mostra que alguma coisa está errada. É Thiago Pereira e o preço do marketing do recorde: leia no blog Espírito Olímpico .

Direto de Guadalajara

A história da ciclista brasileira Sumaia Ali Ribeiro não é nada habitual. Começando porque, até certo ponto, ela não é brasileira: nasceu em Bagdá. E ainda mais porque ela não é só ciclista: jogava vôlei profissional até outro dia. Os enviados iG escutaram a sua história .


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