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Petrobras patrocina cinco esportes que podem dar muitas medalhas ao Brasil em Olimpíadas e Pan-Americanos

Wander Roberto/Inovafoto/COB
No taekwondo, a única medalha em Guadalajara foi o bronze de Márcio Wenceslau
Dos cinco esportes bancados pela Petrobras, estatal que tem um programa (o Passe de Mágica) voltado a ajudar o esporte olímpico em viagens e participação de competições, o que mais rendeu resultado nestes Jogos Pan-Americanos foi o levantamento de peso com seu ouro. A esgrima , o boxe , o remo e o taekwondo decepcionaram, principalmente os três últimos, e voltaram ao Brasil apenas com pratas e bronzes.

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“Falta organização (no remo). Os atletas também precisam se unir para ter essa organização, para conseguir bons resultados e trabalho na base”, disse campeã mundial Fabiana Beltrame , que ficou com o segundo lugar na categoria skiff simples leve .

A Petrobras banca o salário de 105 atletas destes esportes desde fevereiro de 2011. As modalidades foram escolhidas porque dão muitas medalhas em Jogos Olímpicos e o objetivo é ter equipes competitivas em 2016, quando as Olimpíadas serão no Brasil. Quando apresentou o projeto, a ex-jogadora de basquete Paula, que coordena o programa, não fez projeções de medalhas para nenhuma competição.

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A empresa disponibilizou R$ 14,9 milhões até o início do Pan, dinheiro que é repassado ao Ministério do Esporte, e não ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro), como acontece com a Lei Agnelo/Piva. Essas cinco confederações entram em contato com o ME e pedem ajuda para levar atletas às competições, por exemplo.

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O remo teve duas pratas e a esgrima faturou um bronze, mas boxe e taekwondo, que tinham alguns ouros como certos em Guadalajara, voltaram sem eles: o boxe teve duas pratas e cinco bronzes, enquanto o taekwondo apenas um bronze (no Rio 2007, por exemplo, foram um ouro, duas pratas e um bronze nesta última).

Yamaguchi exibe orgulhoso a medalha de prata, uma das duas do bexze brasileiro neste Pan-Americano
Vicente Seda/iG
Yamaguchi exibe orgulhoso a medalha de prata, uma das duas do bexze brasileiro neste Pan-Americano

“O investimento está sendo feito, sim. Acho que o boxe evoluiu muito, conseguimos título mundial e aqui sete medalhas, algo que não acontecia há tempos”, disse Yamaguchi Florentino , prata na categoria até 81 kg.

Em campeonatos mundiais, outra meta de evolução do Passe de Mágica, o remo fez Beltrame campeã e o boxe Everton Lopes e Roseli Feitosa campões – os dois foram bronze no Pan mexicano.

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