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A brasileira, campeã mundial do salto com vara, ressalta o valor do ucraniano Vitaly Petrov em sua carreira

A saltadora brasileira Fabiana Murer não faz rodeio quando alguém lhe pergunta sobre o segredo de suas últimas conquistas no salto com vara, em especial a do Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, quando faturou a primeira medalha de ouro do atletismo do Brasil na competição . Para ela, tudo tem a ver com a chegada do técnico ucraniano Vitaly Petrov em sua vida. Trata-se simplesmente do homem que treinou Sergei Bubka em boa parte de sua carreira (o ucraniano ainda detém o recorde mundial do salto com vara masculino) e também a russa Elena Isinbayeva, bicampeã olímpica e recodista mundial no salto feminino.

"Ele foi fundamental, me ensinou a saltar novamente, além de ter ajudado a desenvolver a modalidade no país", disse Fabiana Murer nesta segunda-feira, durante uma twitcam promovida pelo Pão de Açúcar, um de seus patrocinadores. Um pouco antes, ela foi homenageada pela empresa, recebendo um prêmio pela conquista na Coreia do Sul.

Vitaly Petrov foi contratado como consultor técnico pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) no ano passado, quando passou a trabalhar ao lado de Elson Miranda, técnico da CBAt para o salto com vara, treinador pessoal e marido de Fabiana Murer. Foi o que bastou para iniciar uma relação que começara poucos anos antes, quando Murer e Elson passaram a fazer intercâmbios de treinamento com Petrov, quando ele ainda comandava Isinbayeva.

A importância do ucraniano na carreira da saltadora brasileira que ela credita a Petrov a responsabilidade pelo ouro no Mundial. "Não é exagero dizer que sem ele esta medalha não viria. Ele foi essencial em meu desenvolvimento na modalidade e trouxe para o Brasil técnicas fundamentais", disse Murer, na twitcam.

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A conquista em Daegu não representará uma pressão a mais para Fabiana Murer nas próximas competições. "Acredito que a pressão e a cobrança aumentam quando se consegue bons resultados. O atleta tem que saber lidar com isso e eu fui aprendendo ao longo dos anos como encarar esse tipo de situação", disse a saltadora, que também sonha em conquistar o ouro no Pan de Guadalajara, a partir do próximo dia 14 de outubro.

"O objetivo para este ano era o Mundial de Daegu. Apesar de a data do Pan ser complicada, estou treinando para levar o ouro lá também", afirmou Fabiana Murer, que também já começa a planejar sua participação nas Olimpíadas de Londres, em 2012. Para isso, ela não acha impossível alcançar a marca de 5 metros (sua melhor marca é de 4m85). "É uma marca difícil de ser alcançada, só uma atleta conseguiu, mas é possível. Quero alcança-la antes das Olimpiadas!", comentou Fabiana, referindo-se à russa Elana Isinbayeva, que já saltou 5m06 e detém o recorde mundial da prova.

Por sinal, Murer também comentou sobre a má fase da russa, que foi eliminada em Daegu após queimar seus três saltos. "A mudanca de técnico pode ter interferido no seu desempenho. É preciso tempo para se adaptar a um novo sistema", explicou Fabiana Murer, que é amiga da estrela russa.

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