Tamanho do texto

Frustrada pelo conjunto nacional não ter conseguido vaga olímpica, Luísa Matsuo se despede depois do Pan

Luísa Matsuo exibe sua medalha de ouro da prova geral do conjunto no Pan 2011
Wagner Carmo/Inovafoto/COB
Luísa Matsuo exibe sua medalha de ouro da prova geral do conjunto no Pan 2011
Depois de dois Pan-Americanos e, até agora, quatro ouros, a brasileira Luísa Matsuo anuncia a aposentadoria da ginástica rítmica. Ela fez parte do conjunto que faturou o tetracampeonato no torneio e ainda vei brigar por medalha na final por aparelhos. Entretanto, depois dos Jogos do México, ela deixa o tablado.

Leia também: Brasil mantém hegemonia e é ouro na ginástica rítmica

O erro no Campeonato Mundial (quebra de um aparelho na série de fitas e arcos) e o 22º segundo lugar na classificação também influenciaram na decisão da ginasta de 23 anos. "Se tivéssemos conseguido a vaga para os Jogos de Londres, continuaria, mas como não aconteceu, estou me despedindo aqui", diz. Os 10 primeiros colocados no Mundial seguiram direto aos Jogos Olímpicos.

"A ginástica rítmica é um esporte muito duro, em que é muito difícil conciliar os treinos com qualquer outra coisa", afirma Luísa, a única integrante do conjunto brasileira que não era estreante. Ela já havia competido no Pan do Rio, em 2007, e faturado o título no geral e nas duas finais por aparelhos.

Veja o quadro de medalhas do Pan-Americano 2011

Neste domingo, Luísa e o conjunto brasileiro venceram depois de liderar com folga a apresentação com cinco bolas e tirar a terceira nota nos três fitas e dois arcos. O ouro teve um gosto especial, já que as ginastas treinam juntas apenas desde fevereiro deste ano.

"Essa medalha foi a mais importante para nós, porque chegamos aqui carregando uma responsabilidade muito grande de conquistar o ouro, depois de três conquistas consecutivas nos últimos Pan-americanos. E a nossa desvantagem era muito grande, porque competimos com países como o Canadá, que tem uma equipe treinando junta desde 2008. Nós nos reunimos em fevereiro deste ano, com meninas de 16 anos que nunca tinham disputado uma competição grande, e tivemos que treinar muito para compensar", explica Luísa.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.