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Brasil disputa sua primeira Paralimpíada no tiro com arco no Rio 2016

Thaís Carvalho, uma das representantes brasileiras no Rio 2016
Arquivo pessoal
Thaís Carvalho, uma das representantes brasileiras no Rio 2016

Nos Jogos Paralímpicos do Rio, o Brasil disputa sua primeira Paralimpíada no tiro com arco, mas de olho mesmo em Tóquio 2020. Esta é a avaliação do técnico da equipe brasileira, André Xavier, que acompanhou neste sábado (10) a disputa de qualificação dos atletas, que serão ranqueados para a competição que começa no domingo (11), no Sambódromo.

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“Nós fomos um dos países que mais evoluíram no período pré-olímpico. A perspectiva do futuro é muito boa para a gente. Temos alguns projetos dentro das federações e uma seleção brasileira bem jovem, na média de 26 anos, atletas que estão em sua primeira paralimpíada. Dentro de quatro anos nós teremos uma nova oportunidade e estamos crescendo muito " , disse.

Xavier destacou China, Polônia e Coreia como países mais fortes na modalidade. Porém, ele ainda aposta que os atletas brasileiros têm condições de conquistar uma medalha. “O nível é muito alto. Mas nós vamos dar o máximo no combate. Estamos em casa e a torcida ajuda muito. Quem sabe podemos beliscar uma medalha.”

Uma dessas apostas é o brasileiro Francisco Cordeiro, que começou a praticar tiro com arco depois de um acidente de carro em 2009 que o deixou com mobilidade reduzida nas pernas. Segundo ele, o esporte foi fundamental para lhe tirar de uma depressão profunda, assim como para diversos paratletas.

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“Hoje dei o meu melhor, mesmo nervoso e com as condições de vento desfavoráveis. Eu sofri um acidente e queria fazer algum esporte. Comecei no arco por lazer e agora estou aqui. O esporte representou tudo para mim. Eu estava bem deprimido e o esporte mostrou que a vida é bem maior que os nossos problemas. Não é a deficiência que vai me limitar” , enfatizou Francisco.