Tamanho do texto

Serão disputados de 8 a 12 de setembro, no velódromo, as provas de pista e de 14 a 18 na estrada, as provas contra-relógio e resistência

Márcia Fanhani é esperança de medalha no ciclismo paralímpico brasileiro
Divulgação/Ivan Storti
Márcia Fanhani é esperança de medalha no ciclismo paralímpico brasileiro

A equipe brasileira de ciclismo paralímpico tenta, no Rio de Janeiro, entre os dias 7 e 18 de setembro, trazer a primeira medalha da modalidade ao País. Para tal feito, a seleção foi reforçada com três atletas do Memorial-Santos/Fupes, são eles: Lauro Chaman e Soelito Gohr, ambos na categoria C5, e Márcia Fanhani, na categoria Tandem (deficiente visual), que conta com Mariane Ferreira como piloto.

LEIA MAIS:  Presidente do CPB traça objetivo do Brasil na Paralimpíada do Rio

Nos Jogos Paralímpicos do Rio, o ciclismo será disputado em três tipos de provas: entre os dias 8 e 12 de setembro, no velódromo do Parque Olímpico e entre os dias 14 e 18 na estrada, com as provas contra-relógio e resistência.

O técnico Rômulo Lazaretti é o responsável pela coordenação dos atletas da delegação brasileira, formada também por Jady Malavazzi. A concentração antes de todos embarcarem rumo ao Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira, acontece na cidade de Indaiatuba, interior de São Paulo, lá, eles finalizam os treinamentos.

TÍTULOS

Um dos principais atletas é Soelito Ghor, que coleciona alguns títulos no paradesporto nos últimos anos. Em outubro de 2007, ele conquistou a medalha de ouro nos 4km da prova de perseguição nos jogos Parapan-Americanos Open de Cali, na Colômbia, quando o Brasil subiu ao pódio em três oportunidades. Um ano mais tarde, Gohr se tornou o primeiro brasileiro campeão mundial reconhecido pela UCI em Bogogno, na Itália. Em 2010, no Canadá, ele chegou ao bicampeonato, no mesmo ano em que Lauro Chaman e João João Schwindt completaram o pódio.

Bons resultados dão bagagem para que Soelito Gohr busque medalha no ciclismo paralímpico do Rio 2016
Divulgação/Ivan Storti
Bons resultados dão bagagem para que Soelito Gohr busque medalha no ciclismo paralímpico do Rio 2016

LEIA MAIS:  90% dos atletas que disputarão Paralimpíada recebem Bolsa Atleta

Depois de vários títulos brasileiros na sequência, Gohr foi vice-campeão mundial de Pista Paraciclismo Scratch, em Apeldoorn, na Holanda, no ano passado, quarto colocado na Copa Hans Fischer, categoria elite e vice-campeão na prova por equipes nos Jogos Abertos do Interior, em Barretos.

Lauro Chaman, outro talento da mesma equipe, foi ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, em 2015. No último mês de maio, Chaman conquistou ainda o ouro em duas provas de estrada – contra-relógio e resistência - válidas pela segunda etapa da Copa do Mundo de Paraciclismo, em Ostend, na Bélgica.

LEIA MAIS:  Esporte paralímpico e psicologia, os novos desafios de Lais Souza

Márcia e Mariane ainda não conquistaram nenhuma medalha internacional, mas as atletas que competem juntas há dois anos, com participações em Copa do Mundo, Campeonato Mundial e Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, alcançaram resultados positivos e, por isso, garantiram vaga na delegação paralímpica brasileira. No ano de 2015 elas foram campeãs brasileiras na categoria Tandem e no presente momento lideram o ranking nacional.

MELHOR RESULTADO

O melhor resultado do ciclismo brasileiro em Jogos Paralímpicos foi quatro anos atrás, em Londres, quando João Schwindt terminou na quarta colocação. Infelizmente, ele faleceu no final do mesmo ano.