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Muitos foram os desafios do Rio de Janeiro para sediar o evento esportivo mais importante do mundo, mas pode-se dizer que o balanço é positivo

Arena do Vôlei de Praia, em Copacabana, recebeu elogios pela beleza
Divulgação
Arena do Vôlei de Praia, em Copacabana, recebeu elogios pela beleza

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 acabaram e talvez uma das palavras mais ouvidas agora seja "legado". O Rio de Janeiro em clima de festa, arenas bonitas, novas e limpas, e todo o sistema de transporte (metrô, BRT e trem) funcionando muito bem para chegar às competições foram algumas das coisas que receberam elogios dos espectadores, já o preço das comidas, as grandes filas para entrar nos estádios e a falha no transporte para a volta pra casa, foram alvos de críticas.

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Muitos desconfiavam da capacidade do Rio de Janeiro em receber os milhares de turistas do Brasil e do mundo, organizar as Olimpíadas e passar por cima dos desafios com segurança e mobilidade. Mas tudo isso ficou de lado para os elogios  e ficou bem claro que o carioca se orgulhou e respirou aliviado. Alguns episódios de violência, no entanto, como a morte de um soldado da Força Nacional e posteriormente de civis, no complexo da Maré, foram alvos de ressentimento.

ARENAS

O Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, a Arena do Vôlei de Praia, em Copacabana e o Complexo Esportivo de Deodoro foram elogiados pela beleza, limpeza e também pelo rigor com os horários para iniciar as competições. Além disso, a vista para a praia e a presença de animadores, foram as vantagens da arena. Mas, mais uma vez, as longas filas para entrar, muito por causa da revista e do raio-x obrigatório, fizeram com que muitas pessoas perdessem parte das partidas e, obviamente, não ficassem tão contentes.

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O local das competições da vela, a Marina da Glória, foi extremamente carioca. Os torcedores acompanharam às regatas na Praia do Flamengo e com o Pão de Açúcar ao fundo. "Um telão mostrava as provas nas raias distantes. “A gente não tinha noção de que seria assim. Ficou a cara do Rio”", afirmou Verônica Ribeiro, 35 anos e administradora. “Não havia grandes filas para comprar comida e vendedores compunham o clima de domingo", continuou.

FESTA

O Boulevard Olímpico foi escolhido para ser o local de encontro de torcedores para acompanharem às disputas. Na Praça Mauá, reformada e liberada para a cidade há 10 meses, os espectadores se reuniram e cerca de 1 milhão de pessoas (entre cariocas e turistas) foram ao lugar para assistir as provas ao vivo pelos telões. Além disso, o local ainda era palco de shows ou simplesmente ponto de encontro. 

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METRÔ

Talvez o tradicional meio de transporte foi aquele que mais recebeu críticas do que elogios. Isso porque em dias de jogos noturnos tanto no Parque Olímpico quanto no Maracanãzinho, as estações foram fechadas antes mesmo dos torcedores chegarem para voltarem às suas casas ou hotéis. O secretário municipal de Coordenação de Governo, Rafael Picciani, chegou a recomendar que ao público que saíssem antes do fim das partidas, o que causou revolta. "A declaração foi inacreditável. Você paga uma fortuna para sair antes de acabar? Torce para o jogo não ser bom, para terminar rápido?", reclamou Rogério Boechat, designer de 38 anos.

*Com Estadão Conteúdo