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Elaine venceu as duas provas de velocidade do atletismo mundial, 100m e 200m, se consagrando nas Olimpíadas do Rio de Janeiro

Elaine Thompson, a nova rainha da velocidade mundial
Rio 2016/REPRODUÇÃO
Elaine Thompson, a nova rainha da velocidade mundial

Terra de Usain Bolt e Shelly-Ann Fraser-Pryce, a Jamaica mostrou ao mundo uma nova rainha da velocidade: Elaine Thompson. Aos 24 anos de idade, ela faturou medalha de ouro nos 100 metros e também nos 200m nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A dupla conquista reescreve um capítulo que já durava 28 anos e entra para a história do esporte mundial.

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Thompson é a primeira mulher a vencer as duas provas olímpicas de velocidade desde a norte-americana Florence Griffith-Joyner nos Jogos de Seul, na Coreia do Sul, em 1988. Da predecessora, a jamaicana sabe pouco. "Eu vi alguns vídeos e fotos dela, Mas serei a mesma Elaine de sempre. Não acho que alguma coisa vai mudar", comentou a jamaicana.

A campeã olímpica conserva ainda a essência da garota de Banana Ground, uma remota comunidade nas colinas de Manchester, na área pobre na região central da Jamaica. Integrante do clube MVP, um dos mais prestigiados no país, Elaine vive na capital Kingston desde que ingressou na Utech (Universidade de Tecnologia). Aos finais de semana, percorre a estrada por 1h30 para visitar a família em Mandeville e gosta de passar o tempo vendo televisão.

Elaine Thompson levou ouro nos 100m e 200m
Reprodução/Twitter
Elaine Thompson levou ouro nos 100m e 200m

É essa vida simples que a moça da velocidade pretende manter. De poucas palavras, Elaine Thompson frequentou a Manchester High School e, ao contrário de Usain Bolt, não foi um destaque na escola e nem sequer conseguiu entrar para o time universitário de atletismo. Apesar do gosto pelo esporte desde criança, a velocista admite que pecou no empenho que empregava nos treinamentos.

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Durante a universidade, recebeu um ultimato do técnico Stephen Francis, que mudou sua trajetória. Após uma corrida sem resultado expressivo, o comandante enfatizou que Elaine não estava mais na escola e devia levar as coisas com mais seriedade, que ela não corria mais ao lado de crianças. O discurso ajudou a jamaicana a deixar o amadorismo e a se tornar profissional.

A consagração da jamaicana

Elaine entrou de vez para o cenário internacional do atletismo durante o Mundial da modalidade realizado em 2015, em Pequim. A jamaicana superou a compatriota Veronica Campbell-Brown e ficou com a medalha de prata nos 200m, atrás apenas da holandesa Dafne Schippers. O pódio veio como bônus de uma ótima performance, completando a prova em 21s66 - o quinto melhor tempo da história.

Elaine mostrou potencial nos 100 metros durante a seletiva jamaicana de atletismo, em julho. Ela venceu a corrida com 10s70 no cronômetro e igualou o recorde nacional da bicampeã olímpica Shelly-Ann Fraser Pryce na prova mais nobre da velocidade de atletismo. Foi a primeira demonstração de que a supremacia da compatriota estava ameaçada.

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Mas uma lesão na coxa atrapalhou seus planos nos 200m na competição nacional. Para ter a chance de disputar a prova nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a atleta apresentou um atestado médico e contou com o aval da Associação Olímpica da Jamaica apenas dez dias depois, assim como aconteceu com Usain Bolt, que também sentiu uma lesão nas seletivas do país e usou um atestado para disputar o evento.

No Rio de Janeiro, Elaine mostrou ótima forma física, impediu o tri de Shelly-Ann nos 100m e deu o troco em Schippers nos 200m. Após ser poupada na fase eliminatória do revezamento 4x100 metros, a jamaicana rainha da velocidade busca a terceira medalha dourada para coroar a estreia olímpica.