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Jamaicano Yohan Blake também decepcionou nas semifinais ao anotar 20s37 e não chegou à final

Estadão Conteúdo

Apenas 200 metros separam Usain Bolt de mais um tricampeonato olímpico nos Jogos do Rio-2016. O jamaicano garantiu a liderança da segunda bateria e avançou à final com o tempo de 19s78, nesta quarta-feira, no estádio Olímpico, o Engenhão. Com a meta de quebrar o recorde mundial (19s19), o astro mais uma vez desacelerou no fim e poupou energia para a prova decisiva, que será disputada nesta quinta, às 22h30.

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Bolt chegou fácil à final dos 200m rasos
Reprodução/Twitter
Bolt chegou fácil à final dos 200m rasos

O canadense Andre De Grasse - bronze nos 100 metros rasos - também terá a chance de buscar uma medalha nos 200 metros depois de ficar a apenas dois centésimos de Bolt na semifinal. Com 19s80, ele quebrou o recorde nacional da prova e se classificou em segundo entre os finalistas. No fim da prova, antes mesmo de cruzar a linha de chegada, Bolt estava descontraído e se mostrou tão senhor da prova que olhou para o lado e sorriu para o segundo colocado, De Grasse.

A terceira série foi a mais acirrada. Principal rival de Bolt, o norte-americano Justin Gatlin fez 20s13 e ficou na terceira posição, atrás do panamenho Alonso Edward (20s07) e do holandês Churandy Martina (20s10). Com isso, acabou eliminado com o nono melhor tempo e não disputará a final. O jamaicano Yohan Blake decepcionou nas semifinais ao anotar 20s37 e também se despediu.

O norte-americano LeShawn Merritt foi o mais veloz da primeira bateria, com o tempo de 19s94, e cruzou a linha de chegada à frente dos adversários. O francês Christophe cravou 20s01 e ficou com a segunda vaga, deixando o jamaicano Nickel Ashmeade para trás, eliminado em 4.º lugar. Por tempo, o britânico Adam Gemli e o turco Ramil Gulyev estão entre os oito finalistas.

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O torcedor brasileiro mostrou seu apoio a Bolt em diversos momentos, como na primeira aparição no telão do estádio, na entrada dos atletas e, principalmente, no anúncio oficial do nome dos atletas. Embora tenha revelado que costuma ficar nervoso antes da prova, o jamaicano aparentou descontração. Na hora do aquecimento, ainda na parte interna do estádio, ele ensaiou alguns passos de dança.

Depois de ser anunciado, fez um sinal de foco, com as duas mãos em paralelo. Em seguida, pediu silêncio. Depois de 19s78, estava sorrido na linha de chegada. Ao final da terceira bateria, os torcedores vibraram com o anúncio dos dois primeiros colocados e a ausência de Justin Gatlin, medalha de prata nos 100 metros.

Nas eliminatória dos 200 metros, disputadas na terça-feira, Bolt também havia assegurado a ponta com muita tranquilidade. Registrou 20s28 - apenas o 15.º melhor tempo entre todos os competidores - e foi às semifinais no Engenhão. A estratégia de começar mais devagar e impor um ritmo forte na final é bastante comum entre os favoritos. Foi a mesma usada nos 100 metros rasos, no último domingo.

Bolt sagrou-se o primeiro homem da história a ser tricampeão olímpico da prova mais nobre do atletismo. Além disso, o homem mais rápido do mundo defenderá a Jamaica no revezamento 4x100 metros rasos desde que seus compatriotas passem da fase preliminar. A final será nesta sexta-feira, às 22h35.

Bolt brincalhão

A troca de sorrisos e a conversa entre o jamaicano Usain Bolt e o canadense Andre De Grasse na linha de chegada da semifinal dos 200 metros dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro chamou atenção nesta quarta-feira, no Engenhão. Em busca do tricampeonato olímpico, o astro planejava uma corrida mais tranquila. No entanto, teve de apertar o passo diante do esforço do jovem adversário e classificou a atitude como "desnecessária".

"Supostamente era para ele ir devagar. Eu disse: 'O que você está fazendo? É semifinal.' Acho que ele queria me pressionar. Eu estava um pouco preguiçoso, mas dei a volta por cima." E completou: "Queria ir mais devagar, mas o De Grasse tinha outras ideias, queria correr o mais rápido possível para conseguir o recorde nacional."

Outro ouro

Depois de vencer a prova dos 100 metros, a jamaicana Elaine Thompson confirmou a posição de mulher mais rápida do mundo com a vitória também nos 200 metros, na noite desta quarta-feira, no Engenhão. Com o tempo de 21s78 (melhor tempo da temporada), ela conquistou seu segundo ouro nos Jogos do Rio-2016.

A holandesa Dafne Schippers, atual campeã mundial, fez 21s88 e ficou com a medalha de prata. O bronze é da norte-americana Tori Bowie, que já havia conquistado a prata na prova dos 100 metros.

A disputa foi tão acirrada que a jamaicana só comemorou a conquista depois do anúncio oficial no telão do estádio. Logo após cruzar a linha de chegada, ela ficou deitada no chão, apreensiva, sem a certeza da vitória. Só comemorou após a divulgação oficial.