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Ouro foi para a holandesa Sanne Wevers e a prata para Lauren Hernandez, também dos Estados Unidos

Estadão Conteúdo

Xodó da torcida, Flávia Saraiva encerrou sua primeira participação nos Jogos Olímpicos sem medalha. Aos 16 anos, a brasileira terminou em 5º lugar na trave, com a nota 14,533. Última a se apresentar, a ginasta não repetiu o bom desempenho da fase classificatória e acabou fora do pódio. O público lamentou e vaiou a pontuação dada para a ginasta da casa.

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Flávia ficou em quinto na final da trave
Reprodução/Twitter
Flávia ficou em quinto na final da trave

Na decisão, Flavinha sofreu um grande desequilíbrio em um dos movimentos e chegou a ficar com apenas um pé apoiado na trave, cometeu outras pequenas falhas e minimizou as suas chances. A norte-americana Simone Biles teve de esperar até o último ato para saber que acabaria com o bronze. O ouro foi para a holandesa Sanne Wevers e a prata para Lauren Hernandez, também dos Estados Unidos.

Depois de três ouros olímpicos - por equipes, individual geral e saltos -, Simone Biles não fez a apresentação que desejava na trave. Teve mais de um desequilíbrio e até cometeu uma falta média: para não cair precisou colocar as mãos no aparelho. Encerrou a prova e não exibiu os sorrisos que o público brasileiro acostumou a ver. Ficou devendo, assim como sua nota de 14,733.

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A holandesa Sanne Wevers entrou confiante, apresentou uma série com a maior nota de partida entre as finalistas (6,600) e também com a melhor execução (8,866), totalizando 15,466. Com boas chances de pódio, teve de aguardar as concorrentes para poder comemorar. A romena Catalina Ponor, campeã na trave em Atenas-2004, fez uma bela parada de mão na final da trave, mas não chegou a ameaçar as adversárias e ficou entre as últimas com a nota 14,000.

Os Estados Unidos provaram que não têm apenas Simone Biles. A norte-americana Lauren Hernandez se destacou na final por aparelhos e recebeu 15,333 dos árbitros, mas achou que poderia melhorar e pediu revisão da nota. O recurso foi rejeitado e ela se manteve parcialmente na segunda colocação. Só faltava a brasileira subir na trave.

Na classificatória, Flavinha avançou com a terceira melhor nota (15,133), o que deixou a novata bastante surpresa. A jovem ficou atrás apenas das norte-americanas Simone Biles (15,633) e Lauren Hernandez, que compõem o "Dream Team" da ginástica artística. A holandesa Sanne Wevers, atual vice-campeã mundial, estava no páreo e, correndo por fora, levou a melhor.

Choro de Flavinha

Flavia Saraiva chorou por não chegar à medalha nos Jogos do Rio, na prova da trave, mas depois se refez e explicou que o resultado não foi ruim, pelo contrário. Ela ficou na quinta posição na disputa da final nesta segunda-feira. "Não era o meu dia. Dei meu máximo, o meu melhor, mas infelizmente não deu. De qualquer forma, estou muito emocionada. É minha primeira Olimpíada e já sou a quinta melhor do mundo", afirmou.

Em sua apresentação, Flavinha cometeu dois erros e, se mantivesse as notas das eliminatória, estaria no pódio. "A gente cai, a gente acerta, mas tem de ser bola para frente e treinar mais", explicou.

A ginasta brasileira, que tem apenas 16 anos, espera manter o ritmo e se aperfeiçoar para chegar bem aos Jogos de Tóquio, em 2020. Ela já mostrou que tem potencial para crescer ainda mais na ginástica artística. "Eu vou treinar mais e mais para a próxima Olimpíada, para que dê tudo certo para mim. Estou pensando na próxima e vou ficar muito feliz se eu for para lá. Espero chegar a outra final e ficar entre as oito mais bem colocadas, o que é muito bom para o Brasil."