Tamanho do texto

Time jogou a última partida da fase de grupos sem pressão e acabou perdendo

Estadão Conteúdo

Já classificado para as quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio e sem possibilidade de mudar de posição a partir do resultado de seu jogo na última rodada, a seleção brasileira masculina de handebol poupou titulares, fez testes, e acabou batida pela Suécia, por 30 a 19, nesta segunda-feira, na Arena do Futuro. Até a metade do segundo tempo, a diferença de gols era de apenas três.

Depois de fechar a primeira fase na terceira colocação do Grupo B, a seleção brasileira de handebol masculina conheceu na noite desta segunda-feira o seu adversário nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio.

Na próxima fase, o time brasileiro vai encarar a França, que ficou com a segunda colocação do Grupo A. O duelo está marcado para esta quarta, às 13h30, na Arena Futuro, na Barra da Tijuca. A seleção da França é o melhor time da atualidade, bicampeão olímpico e campeão de três das últimas quatro edições do Mundial.

Confira o tempo real dos Jogos do Rio 2016

Suécia

Mais importante do que o placar no apito final eram as condições que as duas equipes chegaram ao jogo desta tarde. Potência na modalidade e prata nas últimas quatro Olimpíadas que jogou (1992, 1996, 2000 e 2012), a Suécia chegou à última rodada já eliminada, vindo de quatro derrotas. A vitória minimizou o fracasso da campanha.

Brasil perde da Suécia na última rodada da primeira fase do handebol masculino
Reprodução/Twitter
Brasil perde da Suécia na última rodada da primeira fase do handebol masculino

O Brasil, por outro lado, jogou relaxado. Se vencesse, ótimo. Se perdesse, também não faria diferença nenhuma. Pela primeira vez na história o time vai disputar as quartas de final de uma Olimpíada. Com cinco pontos, ficou em terceiro no Grupo B, atrás de Alemanha e Eslovênia. A Polônia avançou em quarto.

Flávia Saraiva fica em quinto na final da trave; Simone Biles leva o bronze

No teste contra a Suécia, nesta segunda, o grande nome do jogo foi o goleiro Mikael Appelgren, que cansou de fazer defesas que pareciam impossíveis no primeiro tempo, inclusive cara a cara com o ataque brasileiro.

A dificuldade de fazer a bola entrar irritou o time brasileiro, que passou a precipitar ataques, errando passes bobos. A defesa até que não funcionou mal, haja visto que, exceto o Egito, todos os rivais da primeira fase fizeram pelo menos 30 gols na defesa brasileira.

Durante o segundo tempo, o Brasil até esboçou uma reação, diminuindo para três gols uma desvantagem que chegou a ser de seis. A torcida se animou, mas logo viu que o jogo estava entregue. De 20 a 17, o placar passou a 30 a 19 num intervalo de menos de 15 minutos.

Zanetti fica atrás de rival grego e fatura a prata nas argolas no Rio

Restou se divertir com os diversos gols feitos "sem goleiro", uma vez que os dois treinadores abusaram da estratégia de jogar com o chamado goleiro-linha, cuja utilização foi facilitada pelas regras que passaram a valer na Olimpíada.