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"Criamos um grupo com a polícia para lutar contra cambistas e isso está funcionando"

Estadão Conteúdo

A organização da Olimpíada do Rio anunciou que mais de 40 cambistas foram presos no domingo na porta do parque olímpico. A informação foi dada pelo diretor de Ingressos do evento, Donovan Ferreti. "Criamos um grupo com a polícia para lutar contra cambistas e isso está funcionando", disse.

Ingressos do Rio 2016
Rio 2016/Alex Ferro
Ingressos do Rio 2016

Segundo ele, as autoridades brasileiras aprenderam com a Copa do Mundo, quando grupos foram detidos e envolvendo até diretores das empresas credenciadas. De acordo com a investigação, um dos grupos seria de São Paulo. Mas a polícia também indica que grupos criminosos internacionais estão envolvidos.

Um deles seria a empresa THG, a mesma também envolvida na venda ilegal de ingressos durante a Copa do Mundo. Vamos fazer mudanças na venda de ingressos para evitar o que ocorreu na Copa do Mundo", declarou Mario Andrade, diretor de Comunicações do Rio 2016.

Figurinha carimbada

O irlandês Kevin James Mallon, preso em flagrante na sexta-feira sob acusação de cambismo nos Jogos Olímpicos, é um dos diretores da empresa inglesa THG, que em 2014 teve seu CEO, James Sinton, preso por integrar a máfia dos ingressos da Copa do Mundo do Brasil, afirmou nesta segunda-feira a Polícia Civil do Rio. Ao ser preso, Kevin estava com ingressos falsos para competições da Olimpíada. Foi autuado pelos crimes de associação criminosa, marketing por emboscada e facilitação de cambismo.

Também foi presa Barbara Carnieri, funcionária da THG, contratada há três meses para atuar como intérprete nos Jogos. De acordo com a Polícia, com base nas provas reunidas, ela foi atuada pelo crime de marketing por emboscada. Durante a ação, os policiais civis apreenderam mais de 1.000 ingressos que eram comercializados por valores muito acima dos oficiais.

Também na sexta, policiais da Delegacia de Polícia de Vila Isabel prenderam em flagrante dez pessoas que comercializavam ingressos de forma ilegal para a abertura da Olimpíada. A quadrilha seria de São Paulo. Nove pessoas foram presas na Rua Visconde de Itamarati, próximo à Rua Francisco Xavier, na Tijuca, zona norte, e a última prisão foi realizada na Rodoviária Novo Rio.

O delegado Hilton Pinho, que coordenou a investigação, informou que os autores foram para o Rio para fazer a venda ilegal de ingressos e pretendiam, no dia seguinte, retornar a São Paulo. Eles foram ouvidos na delegacia e, de acordo com a Polícia, confessaram o crime.

A Polícia afirma que o suposto líder da quadrilha, identificado como Carlos Roberto dos Santos, contou que os ingressos eram comprados com cartões de crédito clonados. Por isso, os criminosos conseguiam vender entradas por preço inferior ao valor que estava estampado no documento.