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Primeiro dia da natação também foi marcado por três quebras de recordes mundiais no Estádio Aquático, Parque Olímpico

Estadão Conteúdo

Nos 100 metros peito, Felipe França e João Gomes Júnior avançaram para a final com o sexto e sétimo melhor tempo, respectivamente. Felipe marcou 59s35 enquanto João nadou a distância em 59s40. Peaty está sobrando na prova, mas os brasileiros sabem que podem sonhar com o pódio se nadarem um pouco melhor que nas semifinais.

Antes das provas, a todo momento o locutor da arena pedia aos torcedores silêncio para que os atletas pudessem largar. João Gomes afirmou que o barulho atrapalhou um pouco. "Por um lado essa festa da torcida ajuda, porque nadamos no nosso País, mas é preciso ter um pouco de calma no momento da largada, quando precisamos do silêncio. Agora vamos manter a tranquilidade que na final tudo vai dar certo", disse.

Nas provas da tarde, o clima quente dentro do Estádio Aquático também incomodou, principalmente os atletas estrangeiros. A arena tem apenas ventilação natural e o calor carioca fez muito nadador sofrer.

Recordes

O primeiro dia da natação foi marcado por três quebras de recordes mundiais no Estádio Aquático, no Parque Olímpico. O mais expressivo deles foi da húngara Katinka Hosszu, que brilhou nos 400 metros medley.  Katinka marcou 4min26s36 e derrubou em mais de dois segundo o antigo recorde da chinesa Ye Shiwen, que foi conquistado nos Jogos de Londres-2012.  "Eu trabalhei sete anos para isso. Vim para o Rio para me divertir e dar o meu melhor", avisou a húngara após conquistar o ouro e ainda quebrar o recorde mundial nos 400 metros medley.

"Nos últimos quatro anos eu me preparei para isso. Não parei um só dia. Foram quatro anos duros, mas tenho dado grandes passos, sempre melhorando minhas marcas. Estou em 4min26s. Os 4min28s da manhã foram muito bons, e queria manter. 4min26 foi impressionante", declarou.

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Os outros foram conquistados pelo britânico Adam Peaty, nos 100 metros peito e pela equipe feminina da Austrália no revezamento 4x100 metros livre. Já a equipe australiana formada por Emma McKeon, Brittany Elmslie, Bronte Campbell e Cate Campbell fez 3min30s65, derrubando a marca do próprio país conquistada em 2014. Nesta prova, a norte-americana Katie Ledecky ganhou sua primeira medalha no Rio, uma prata. Ela é favorita ao ouro em três provas: 200m, 400m e 800m livre.

Felipe França está na final dos 100m peito
Reprodução/Twitter
Felipe França está na final dos 100m peito

Peaty, por sua vez, fez 57s55 nas eliminatórias da tarde, quebrando sua própria marca que era de 57s92. O atleta ficou chocado com uma marca tão expressiva logo na eliminatória. "Quando entrei na arena, sabia que era pegar ou largar, e eu decidi ir para cima. Você pode ser tímido diante da torcida ou tirar vantagem disso", explicou.

Ele espera quebrar novamente essa marca na final e parece ter fôlego para isso. "Quero diminuir ainda mais. Estou me sentindo bem e acho que estou apto a nada mais rápido", comentou o britânico, que acha que pode servir de inspiração para as crianças. "Não importa de qual país você é, o importante é inspirar os jovens."

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Aos 21 anos, ele é o atual campeão mundial na prova, e festeja o sucesso logo em sua primeira participação nos Jogos. "Acho que ninguém consegue descrever o que é estar numa Olimpíada. É absolutamente fantástico competir contra os melhores do mundo", explicou.