Tamanho do texto

Medalha de ouro em Londres, o brasileiro foi superado pelo grego Eleftherios Petrounias na classificatória das argolas

Arthur Zanetti se apresenta na prova de argolas nas classificatórias da ginástica artística
Reprodução Rio 2016
Arthur Zanetti se apresenta na prova de argolas nas classificatórias da ginástica artística

Estadão Conteúdo

Superado pelo grego Eleftherios Petrounias na classificatória das argolas nos Jogos Olímpicos do Rio, o brasileiro Arthur Zanetti admite que escondeu "um pouquinho" o jogo neste sábado, na Arena Olímpica do Rio. Se confirmar a vaga na final, o atual campeão olímpico apresentará uma série um pouco mais complexa para brigar novamente pela medalha.

Rio 2016:  Acompanhe os Jogos do Rio em tempo real

"A gente sempre está fazendo essa estratégia de diminuir um pouco a nota de partida nas classificatórias. Na final, vou fazer a nossa série oficial. Precisa corrigir ainda uns detalhes de balanço e de posição de corpo para tentar tirar melhor nota. O principal é que saí satisfeito e alegre pela minha prova", explicou Zanetti. A mudança fará o especialista ganhar um décimo na nota de partida.

Com 15,533 nas argolas, o brasileiro ficou a princípio com a segunda posição. Já o grego registrou 15,833, garantiu a liderança na primeira subdivisão e também prometeu uma melhor apresentação na final, marcada para 15 de agosto. "A nota poderia ser melhor porque eu dei um passo na saída e outros detalhes. Espero algo melhor na final e provavelmente uma melhor nota", projetou.

Petrounias diz ser uma honra enfrentar o dono da casa. Apesar do discurso, o atual campeão mundial se vê um passo à frente de Zanetti na disputa. O brasileiro, por outro lado, rechaça o favoritismo do adversário. "Os oito que chegarem na final são favoritos, pode acontecer de tudo na competição. Se ele se acha (o favorito), tudo bem, eu não acho", rebateu.


Foi a primeira vez que Arthur Zanetti falou com a imprensa desde que chegou à Vila Olímpica, no dia 29 de julho. Na opinião do atleta, a "blindagem" a pedido do técnico Marcos Goto tem surtido efeito para ele e também para Diego Hypolito, companheiro de treinos. "Não ficamos em redes sociais. A gente se fechou para nada poder atrapalhar o foco em nosso esporte, em nosso treino. A gente viu que deu certo, provavelmente ele pega uma final e eu também."

Os dois ginastas mostraram companheirismo dentro da área de competição. Emocionado com seu desempenho no solo, Hypolito saiu do tablado e abraçou o técnico Marcos Goto e o especialista nas argolas. "Ele treinou esses últimos tempos comigo e com o Marcos, a gente viu o quanto ele precisou ralar", destacou Zanetti. Os ginastas agora aguardam a disputa das outras subdivisões para confirmarem a classificação às finais olímpicas.