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Até o ano passado, Rose Nathike Lokonyen corria descalça pelo campo de refugiados de Kakuma, no norte do Quênia

Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul, vai carregar a bandeira do time de refugiados na abertura dos Jogos do Rio
Divulgação Rio 2016
Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul, vai carregar a bandeira do time de refugiados na abertura dos Jogos do Rio

A sul-sudanesa Rose Nathike Lokonyen, 23 anos, foi a escolhida para carregar a bandeira da delegação de refugiados nesta sexta, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, no Maracanã.

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Especialista nos 800 m, ela é uma das dez atletas selecionadas pela ONU para fazer parte do time especial, presente pela primeira vez em uma Olimpíada.

"Estou muito feliz de empunhar a bandeira dos refugiados, porque foi como refugiada que comecei minha vida. Vou representar meu povo no Rio", disse Lokonyen, no fim de junho.
"Se tiver sucesso, quero organizar uma prova que ajude a promover a paz e unir as pessoas", acrescentou.

Em 2002, a jovem corredora e sua família chegaram ao campo de Kakuma, no norte do Quênia, para fugir da violência que assolava o Sudão Sul devido à guerra-civil. "Se meus pais não tivessem nos trazido ao Quênia, poderíamos ter morrido", relembra.

Os pais de Rose retornaram ao Sudão em 2008, mas ela permaneceu em Kakuma, onde descobriu a paixão pela corrida. A jovem corria descalça entre cerca de outros 180 mil refugiados.

Atualmente, a sul-sudanesa treina ao lado da queniana Tegla Loroupe, campeã mundial da maratona.