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Pellegrini é tão importante será a porta-bandeira da seleção italiana na abertura dos Jogos Olímpicos no dia de seu aniversário

Esquecer Londres e o saldo zero em medalhas nas Olimpíadas há quatro anos. Este é o objetivo da Itália na natação no Rio de Janeiro. Na liderança da seleção azzurra (35 convocados pelo treinador Cesare Butini, sendo 17 mulheres e 18 homens), estão Federica Pellegrini e Gregorio Paltrinieri, considerados diamantes dessa geração de atletas.

Federica Pellegrini, musa italiana da natação
Reprodução/Twitter
Federica Pellegrini, musa italiana da natação

A importância de Pellegrini é tanta que ela será a porta-bandeira da seleção italiana na abertura dos Jogos Olímpicos no dia de seu aniversário. Ela recebeu a bandeira do país das mãos do presidente, Sergio Mattarella, há cerca de um mês, e ouviu do mandatário que ela terá uma "bela responsabilidade" nas mãos.

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Nos quatro anos que se passaram do desastre londrino até às vésperas dos Jogos do Rio de Janeiro, Pellegrini continuou aparecendo no primeiro escalão. Foram 42 medalhas entre mundiais e europeus, tanto na piscina curta como olímpica, 11 recordes mundiais nos 200m e 400m que a deixaram pronta para a batalha – mesmo sabendo que as suas rivais, especialmente a jovem Katie Ledecky, deixarão tudo mais difícil.

No Rio, a "divina" da natação italiana estará nos 200m, onde encarará Ledecky, depois nadará nos 100m – onde conquistou o recorde italiano – e participará dos 4x200 com as demais nadadoras italianas. Ledecky, no entanto, chega com a melhor marca de 2016 nos 200m (1'54''43 contra os 1'54''55 de Pellegrini).

Outro italiano que promete brilhar é Gregorio Paltrinieri. Aos 21 anos, ele já conquistou sete medalhas de ouro entre mundiais e europeus, conseguiu um recorde mundial em piscina curta e um europeu na piscina longa. Os "perigos" nos Jogos serão o norte-americano Connor Jaeger e o australiano Mack Horton.

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Já Luca Dotto quer surpreender após a medalha de ouro nos 100m no Europeu de natação e Filippo Magnini capitaneará a equipe em busca de pódio. Sua experiência será fundamental nas competições de 4x100 e 4x200, onde os italianos pretendem surpreender. Outro italiano para ficar de olho é Gabriele Detti, campeão europeu nos 400m.

Phelps

A lenda das piscinas, o norte-americano Michael Phelps estará no Rio de Janeiro para sua última Olimpíada. Mesmo sendo a mais difícil das disputas, o norte-americano sonha com os bons resultados do passado.

"Voltar para as piscinas foi mais difícil do que qualquer prova que eu já disputei", comentou o maior medalhista olímpico da história (18 ouros em 21 medalhas) após conquistar sua vaga para a Rio 2016.

Sua longa aventura nos Jogos começou em Sydney, em 2000, com apenas 15 anos. Em 2004, em Atenas, Phelps se aproximou do recorde de Mark Spitz (sete ouros) ao conquistar seis medalhas douradas na competição. O recorde foi finalmente batido quatro anos depois, em Pequim, quando conquistou as oito medalhas de ouro que disputou. Em Londres, o nadador tornou-se o maior medalhista da história com suas 22 medalhas olímpicas.