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Alexander Russo é de uma família de músicos, toca violino, mas decidiu se arriscar no esporte e hoje é atleta olímpico

Violino é uma paixão de Alexander Russo
Arquivo pessoal
Violino é uma paixão de Alexander Russo

Se um dia você encontrar um homem tocando violino em casamentos, preste bastante atenção nele.  Se ele for um jovem de pele lisa, sem barba, olhos sempre atentos e um sorriso aberto, é muito provável que o músico seja um atleta olímpico e que, inclusive, estará em ação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Alexander Russo, de 21 anos, é uma grande novidade no revezamento 4x400 metros do atletismo nacional.

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O atletismo é uma coisa nova na vida do rapaz que toca violino . Aos três anos de idade, o menino nascido em São Paulo e criado no interior do estado, em Boituva, já fazia as primeiras aulas do instrumento musical. "Minha mãe tocava piano para mim antes mesmo de nascer, quando ainda estava na barriga dela. Ela sempre quis que eu fosse músico", contou Alexander - ou Alex, como é chamado entre os colegas do esporte.

A primeira apresentação foi aos anos anos de idade, em um casamento. 16 anos depois, ele continua disponível para esse tipo de evento e cobra um valor que varia de acordo com o tempo de apresentação e o número de músicas tocadas, mas com R$ 150 já é possível ter um atleta olímpico marcando presença e brilhando num casório.

Formação musical e o esporte

Alexander é um exímio tocador de violino, formado no conceituado Conservatório de Tatuí, no interior de São Paulo, onde estudou dos três aos 19 anos de idade. O atleta chegou a ser o "spalla" da Orquestra Sinfônica Jovem de Tatuí, uma das mais tradicionais do País (spalla é o nome dado ao primeiro-violino de uma orquestra).

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Alexander Russo se divide entre atletismo e violino
Facebook/Reprodução
Alexander Russo se divide entre atletismo e violino

O esporte só entrou na vida de Alex em 2011, quando tinha 17 anos, contra a vontade dos pais, que queriam que o filho seguisse a carreira musical. Na escolinha do técnico Alan Antunes, no interior paulista, o brasileiro se arriscou primeiro nos 100 metros e 200 metros. Ainda sem muita técnica, já foi bronze no Brasileiro de Menores daquele mesmo ano, com muita velocidade. "Foi quando eu recebi o convite para treinar com o professor Evandro Lázari, em Campinas. Ele disse que eu tinha mais o perfil para correr os 400 metros e a gente fez um teste. Graças a Deus deu certo", lembrou

Em 2013, no primeiro ano disputando a prova dos 400 metros, o músico já foi o 12º do ranking nacional adulto. Sétimo melhor posicionado em 2014 e melhor sub 23 de 2015, passou a sonhar com a Olimpíada. "Precisei deixar o violino um pouco de lado, para focar no esporte", disse o rapaz, admitindo que agora o coração bate forte pelo atletismo.

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As apresentações musicais agora são restritas à celebração semanal em igreja. Em sexto no Troféu Brasil nos 400 metros, o Alex, agora com 21 anos de idade, pegou a última vaga no revezamento 4x400 metros e estará na pista do Estádio Olímpico. 

Como foram seis convocados, dificilmente Alex irá correr a prova e ficará disponível como reserva do time brasileiro. Mas só o fato de estar na Olimpíada já será um sonho que não fazia parte dos planos que dedicava seus dias ao violino até cinco anos atrás. "Tudo isso foi a custa de muito esforço, mas sei que ainda posso crescer bastante. Ainda é só o começo", completou o atleta.