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Equipamentos de emissoras de TV que estavam na areia tiveram de ser retirados às pressas. Não houve danos à estrutura, que é suspensa

Centro de Transmissão que abrigará imprensa em Copacabana é ameaçado pelas ondas
SEVERINO SILVA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Centro de Transmissão que abrigará imprensa em Copacabana é ameaçado pelas ondas

Uma forte ressaca na praia de Copacabana atingiu neste sábado o Centro de Transmissão, no posto 5, que será usado por jornalistas estrangeiros durante a Olimpíada do Rio. As ondas chegaram a cerca de três metros, segundo bombeiros. Equipamentos de emissoras de TV que estavam na areia tiveram de ser retirados às pressas. Não houve danos à estrutura, que é suspensa. A ressaca deve persistir neste domingo.

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Tratores foram usados para retirar areia e fazer uma proteção diante da estrutura, mas a força da água não deu trégua. Placas de metal também foram instaladas. As ondas tiveram longo alcance: chegaram ao calçadão, molhando ciclistas, moradores e turistas que passeavam, aproveitando o ensolarado dia de inverno. A água entrou pelo calçadão nos banheiros subterrâneos dos quiosques, formando uma cachoeira. Frequentadores levaram um susto com a invasão, que não é comum.

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O prédio dos Serviços de Transmissão Olímpica (OBS, na sigla em inglês) é pré-moldado, tem três andares, salas dotadas de isolamento acústico, ilha de edição e visão de competições de triatlo, maratona aquática e ciclismo de estrada. Jornalistas da América do Norte, América Latina e Europa vão usar as instalações, gravando entrevistas e fazendo entradas ao vivo na TV, tendo como pano de fundo a praia.

Em junho, uma outra ressaca já havia levado para o mar barras de ferro que cercavam a instalação. Em entrevista à época, o oceanógrafo David Zee, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), destacou a vulnerabilidade do estúdio. O ponto da praia em que ele foi construído sofre estreitamento da faixa de areia por causa das ressacas. Zee, inclusive, previu ser possível que o avanço das ondas forçasse a interdição do edifício, antes mesmo do início dos Jogos, na próxima sexta-feira.

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Zee foi consultor do Comitê Rio-2016 quando da definição do local onde ficaria a Arena do Vôlei de Praia, que fica na divisa entre Copacabana e Leme, distante três quilômetros. Ele se baseou no estudo de 25 anos de dados sobre o mar de Copacabana, e fez alerta sobre o avanço das ondas. A análise levou os organizadores a reduzir a largura da instalação, onde serão realizados todos os jogos da modalidade, de 100 para 80 metros. Ele não foi chamado para avaliar a montagem do estúdio, onde a faixa de areia é bem mais estreita.

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