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Para um dos vices da entidade, cabe ao Brasil garantir recursos para evento. “Não é muito dinheiro. governo precisa proteger reputação”

Rio receberá os Jogos Olímpicos neste ano
Divulgação
Rio receberá os Jogos Olímpicos neste ano


A cúpula do Comitê Olímpico Internacional (COI) saiu em defesa dos Jogos do Rio nesta segunda-feira. No evento que discutia o futuro da Rússia na competição, a entidade insistiu que não foi a Olimpíada que causou a crise nas contas públicas do Estado do Rio de Janeiro ou do Brasil.

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Ao jornal O Estado de S.Paulo, dois vice-presidentes da entidade apontaram para o fato de que os Jogos não podem ser responsabilizados pela recessão e pela “calamidade pública”. “A crise é do País, do Brasil. Não da Olimpíada”, disse Yu Zaiqing, um dos quatro vice-presidentes da entidade.

Yu explicou que o COI mantinha um escalonamento de pagamentos para o Comitê Organizador da Rio-2016 e que, como forma de ajudar, houve uma antecipação de recursos que entrariam apenas em agosto. “Temos um calendário e não poderíamos fazer a transferência antes. Mas o COI decidiu ajudar”.

Segundo ele, o orçamento “não estourou”. “Há um equilíbrio nas contas. O problema é de fluxo de dinheiro e por isso houve a ajuda”, apontou. O jornal O Estado de S.Paulo apurou que a questão financeira esteve no centro dos debates entre o presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, e o presidente interino, Michel Temer. O do COI concordou em adiantar R$ 100 milhões para os organizadores. Mas cobrou do governo federal uma ajuda.

Para Yu, cabe ao Brasil garantir recursos para o evento. “Não é muito dinheiro. O governo precisa proteger sua reputação”.

John Coates, outro vice-presidente do COI e o homem que, há dois anos, declarou o Rio como sendo a pior preparação dos Jogos, indicou que o dinheiro público estava sendo negociado para bancar a cerimônia de abertura. “Acredito que cerca de US$ 70 milhões podem ser fechados”, disse, sem dar detalhes da origem do dinheiro.

Questionado sobre a crise financeira, Patrick Joseph Hickey, do Comitê Executivo do COI, preferiu manter um tom otimista. “Aposto na capacidade dos brasileiros de realizar coisas impressionantes”.