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Judoca negou, porém, que esteja ansiosa para os Jogos: “Sou uma pessoa muito tranquila, não tenho ansiedade”

Sarah com a medalha de ouro conquistada em Londres-2012
Arquivo iG
Sarah com a medalha de ouro conquistada em Londres-2012

A corrida olímpica não é mais uma preocupação para Sarah Menezes. A judoca terá a presença nos Jogos do Rio confirmada apenas no dia 1.º de junho, quando a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) anunciará os nomes de seus 14 representantes, mas a sua vaga já está assegurada. Apesar da pressão pelo bicampeonato olímpico, ela encara a classificação com naturalidade e diz que “em nenhum momento” temeu ficar fora da Olimpíada. “Sou uma pessoa muito tranquila, não tenho ansiedade”, disse.

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Embalada na temporada, a piauiense não pode mais ser ultrapassada por Nathália Brígida no ranking olímpico - critério de convocação da CBJ - na categoria ligeiro (até 48 kg). Sarah totaliza 1.872 pontos e ocupa a 4.ª posição da lista, enquanto que a compatriota aparece apenas em 19.º lugar, com 899 pontos. A superioridade aumentou após cinco pódios consecutivos, com duas medalhas de ouro e três de bronze.

As brasileiras estão fora do Grand Prix de Almaty, no Casaquistão, torneio que será disputado a partir desta sexta-feira e vai até domingo. Na sequência, a campeã olímpica terá a chance de ampliar a sua vantagem no Masters - torneio que reúne os 16 melhores judocas de cada categoria -, em Guadalajara entre 27 e 29 de maio. A competição no México será a sua última chance de pontuar no ranking.

Mas a situação nem sempre foi favorável para Sarah. Depois de se tornar a primeira mulher brasileira a ganhar um ouro olímpico no judô, ela viu seu rendimento despencar. A vaga para os Jogos do Rio ficou mais próxima de Nathalia. Em 2015, foram apenas duas medalhas no peito. A judoca, entretanto, conta que sempre acreditou em sua classificação e nunca pensou negativo. “Ganhando ou perdendo, a palavra-chave é persistir. Foi o que aconteceu, continuei treinando e apareceu o resultado”, afirmou.

A piauiense também minimiza a má fase vivida após os Jogos de Londres. “Nenhum atleta consegue ficar muito tempo no topo, existem altos e baixos e isso aconteceu comigo. Tive uma queda e depois consegui me levantar novamente. Acredito que isso faz parte do jogo”.

Confiante, Sarah nega que atual campeã mundial, Paula Pareto, seja a sua principal rival na Olimpíada e vê outras atletas na briga. Em abril, a brasileira levou a melhor diante da argentina no Pan-Americano de Havana e ficou com o ouro. Para ela, a disputa olímpica será equilibrada e evita apontar favoritas.

A judoca acredita que o controle psicológico será fundamental para brigar por uma medalha nos Jogos do Rio. “Tem de trabalhar muito a cabeça porque todo mundo estará bem treinado. Quem tiver um controle maior vai ficar em vantagem”, projetou.