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"Ela é o símbolo da tolerância, da não-discriminação e não tem uma posição política", afirmou Thomas Bach, presidente do Comitê

Pedido foi feito pelo presidente do COI, Thomas Bach
Arquivo iG
Pedido foi feito pelo presidente do COI, Thomas Bach

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach pediu para que o percurso da tocha no País não seja usado por movimentos sociais para a realização de protestos. Em entrevista nesta segunda-feira em Lausanne, no último dia da chama olímpica na Europa - ela embarca nesta noite para o Brasil -, Bach pediu que haja "respeito" pela tocha no País.

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"Existe uma liberdade de opinião e de expressão. Mas estou confiante que os brasileiros irão respeitar a dignidade da chama olímpica", disse Bach, questionado se temia que protestos pudessem contaminar o percurso da tocha pelo Brasil, a partir desta terça-feira. "Ela é o símbolo da tolerância, da não-discriminação e não tem uma posição política", disse.

Para Bach, os diferentes grupos protestantes no Brasil devem "respeitar a chama". O alemão ainda alertou que usar o percurso do símbolo olímpico para protestar seria "contraproducente". "Os Jogos Olímpicos não deve fazer parte dos protestos", insistiu.

Ao longo das últimas edições dos Jogos, o percurso da tocha passou a ser alvo de manifestações, principalmente em 2008 quando a viagem da chama foi seguida por críticas contra as violações aos direitos humanos na China.

Na semana passada, o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, garantiu ao jornal O Estado de S. Paulo que o governo não pretendia usar o evento nesta terça-feira, quando a presidente Dilma Rousseff, receberá a tocha, "como um ato político". "Ela não é de um ou outro ator", afirmou.