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O garrafão brasileiro contará com nomes experientes como os do próprio Nenê e o de Anderson Varejão, que estão na NBA faz tempo

A seleção brasileira masculina de basquete sonha em conquistar nos Jogos do Rio uma medalha olímpica que não vem desde 1964, em Tóquio. Mas não terá vida fácil. Além de ter caído em um grupo complicado e ter adversários bem à frente na lista de favoritos, o País terá que lidar com o desfalque de um de seus principais jogadores: o pivô Tiago Splitter, que não disputará a competição graças a uma cirurgia no quadril.

Tiago Splitter e Nenê na seleção
CBB
Tiago Splitter e Nenê na seleção

"Nós não vamos contar com o Tiago Splitter, já que ele está lesionado. Ele tem muita experiência e eu conto com outros jogadores para compensar a ausência do Tiago", declarou o também pivô Nenê, em entrevista reproduzida pelo site da Federação Internacional de Basquete (Fiba) nesta sexta-feira.

O garrafão brasileiro no Rio contará com nomes experientes como os do próprio Nenê e o de Anderson Varejão, que estão há longas temporadas na NBA, mas Nenê, sem citar nomes, admitiu que os jovens podem surpreender e fazer a diferença na ausência de Splitter.

"Nós podemos contar com alguns jovens jogadores que vão ter a oportunidade de mostrar o que eles podem fazer com a camisa do País em seus ombros. Não é bom ter jogadores lesionados, ainda mais um cara veterano e experiente, mas isso também pode ser uma oportunidade para outra pessoa mostrar seu talento", avaliou.

Depois de idas e vindas na seleção e de ser bastante criticado pelos pedidos de dispensas em diversos momentos importantes, Nenê estará novamente com a delegação brasileira. Será mais um grande torneio para experiente pivô de 33 anos, que também representou o País no Mundial de 2014, na Espanha, e nos Jogos de Londres, em 2012. E o jogador não escondeu a motivação para mais uma Olimpíada.

"Quando eu ouço as palavras 'Jogos Olímpicos', eu penso sobre os melhores torneios esportivos do mundo", disse o pivô do Washington Wizards. "É uma competição na qual somente os melhores atletas podem competir."

Apesar da empolgação, Nenê sabe da pressão de ganhar uma medalha em casa. "Sabemos que jogar em casa é um privilégio, mas também significa que temos muita responsabilidade, mais pressão que o usual. Acho que se nossa preparação for ótima e tivermos o apoio de todo o País, podemos fazer uma grande campanha em nossa terra."