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Com 31 anos na época em que forem disputados os Jogos Olímpicos do Rio, prodígio de Baltimore pode acumular mais três façanhas

Phelps fez tempos notáveis em 2015. No Norte-Americano de Inverno, conquistou ouro em três provas
Otto Greule Jr/Getty Images
Phelps fez tempos notáveis em 2015. No Norte-Americano de Inverno, conquistou ouro em três provas

Que Michael Phelps é uma lenda, todos já sabem. Em ótima forma, o prodígio de Baltimore tem alta probabilidade de ampliar seus recordes. Ele já é o atleta com o maior número de medalhas de ouro (18) e número de medalhas em geral (22) na história dos Jogos Olímpicos. Como desistiu da aposentadoria, no Rio, além de poder tornar mais inalcançáveis essas marcas, ele poderá assinalar outros feitos de almanaque.

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Se conseguir alguma medalha de ouro no Rio, Phelps vai se tornar o campeão olímpico da natação mais velho de todos os tempos. Esse posto pertence, há muito tempo, a outro norte-americano: o incrível havaiano Duke Kahanamoku, que subiu ao degrau mais alto do pódio aos 30 anos, nos Jogos de Antuérpia-1920. Além de firmar seu nome na história da natação, Kahanamoku foi um dos maiores responsáveis pela popularização do surfe, jogou vôlei de praia e disputou a Olimpíada de 1932 no polo aquático.

Outra façanha que Phelps pode alcançar é se tornar o primeiro nadador a conquistar ouro num intervalo de 12 anos. Hoje, ele é um dos três com ouros em intervalo de oito anos, ao lado do próprio Kahanamoku, campeão olímpico também em Estocolmo-1912, e do soviético Vladmir Salnikov, campeão olímpico em 1980 e 1988 nos 1500m.

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Phelps pode ainda ultrapassar a soviética Larissa Latynina, que está à frente do norte-americano no número de medalhas individuais: 14, contra 13 de Phelps. Latynina brilhou nos Jogos de 56, 60 e 64. Os outros quatro ouros dela são em disputas por equipes.

No início do mês, Phelps demonstrou que está afiado: conquistou medalhas de ouro no Norte-Americano de Inverno nos 100m e 200m borboleta e nos 200m medley.

Para poder se manter competitivo, minimizando o desgaste causado pelo avanço da idade, Phelps adotou algumas práticas. Ele e seu técnico, Bob Bowman, acreditam que um nadador precisa de dois dias para recuperar o prejuízo de ficar um dia descansando. A solução é simples: não descansar. Seu plano é treinar 365 dias por ano. Ele abriu mão também dos doces, e se diz com mais energia.

Phelps teve excelente performance em San Antonio
Otto Greule Jr/Getty Images
Phelps teve excelente performance em San Antonio

Talvez a prova mais favorável para Phelps seja os 200m medley. Por pouco ele não quebrou o recorde mundial, que pertence a Ryan Lochte desde 2011 (1min54). Em agosto, Phelps cravou 1min54s75, no Campeonato Norte-Americano, em San Antonio. Para se ter uma ideia, Lochte venceu essa prova no Mundial de Kazan com 1min55s81.

Os tempos de Phelps no Texas foram também superiores aos dos campeões mundiais de Kazan nos 100m e 200m borboleta. Nos 100m borboleta, o sul-africano Chad Le Clos contou vantagem ao vencer na Rússia, em 50s56. “Fiz um tempo que Phelps não faz há quatro anos. Ele pode ficar quieto agora”. No dia seguinte, Phelps calou Le Clos, ao vencer em 50s45.