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"Eu gostaria ter essa oportunidade de defender o Brasil em uma edição dos Jogos", disse o surfista em sua chegada a São Paulo

EFE

Adriano de Souza, o Mineirinho, comemora o título mundial de surfe assegurado em Pipeline
Kirstin Scholtz/WSL
Adriano de Souza, o Mineirinho, comemora o título mundial de surfe assegurado em Pipeline

O brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, que na semana passada conquistou o título o mundial de surfe na última etapa, disputada no Havaí, se declarou nesta terça-feira a favor da inclusão da modalidade nos Jogos Olímpicos.

"Como atleta, eu gostaria que o surfe estivesse nos Jogos, que são vistos no mundo inteiro e são o maior evento esportivo do planeta", declarou Mineirinho em entrevista coletiva em São Paulo.

O surfista esclareceu que esse é seu desejo pessoal, mas que respeita qualquer decisão das autoridades do esporte e do Comitê Olímpico Internacional (COI). "Eu gostaria ter essa oportunidade de defender o Brasil em uma edição dos Jogos", revelou.

O Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, em 2020, propôs a inclusão do surfe no programa olímpico da edição. A decisão sobre a inclusão ou não da modalidade será tomada no Rio, em agosto de 2016. 

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Mineirinho chegou para a última etapa do Mundial na terceira posição da classificação, atrás de seu compatriota e líder Felipe Toledo e do tri campeão Mick Fanning. Vencedor em 2014, Medina era quarto colocado e ainda tinha chances de obter o bi.

"Chegar ao Havaí com possibilidades de lutar pelo título não era fácil, e tudo conspirou a meu favor. Nem sempre o favorito é o campeão", declarou.

Como ocorreu no ano passado com Medina, primeiro campeão mundial do país, o título de Mineirinho tomou a atenção da mídia nos últimos dias, e algumas pessoas que pouco sabem sobre o surfe vêm tendo maior contato com a modalidade.

O atleta de 28 anos considerou que a evolução da tecnologia vem beneficiando os novos atletas, que não precisam passar por algumas experiências que os mais antigos atravessaram.

"Graças à evolução do esporte, a nova geração aprende muito em apenas seis meses e não em anos como coube a nós. Essa evolução chegou, e o Brasil tem que acreditar mais nos surfistas brasileiros", destacou.

"Sou feliz pelo lugar ao qual o surfe brasileiro chegou. Os pioneiros no Brasil nos deixaram um caminho com buracos que nós preenchemos para passar e sermos campeões", completou.

De acordo com Mineirinho, com um maior número de brasileiros na elite do surfe, entre eles os dois últimos campeões mundiais, o país pode sonhar o lugar mais alto do pódio no final da próximas temporada. "Temos chances reais de ser campeões do mundo", disse.

O surfista, que apesar do apelido nasceu no Guarujá, no litoral de São Paulo, admitiu que apesar de seu título ainda tem muito que aprender para defender a conquista no ano que vem. Ele também lembrou sua origem humilde e o difícil começo na carreira. "O mundo me abriu muitas portas, e graças a Deus entrei na porta certa, que era o esporte", afirmou.

Mineirinho dedicou o título Ricardo dos Santos, o Ricardinho, seu companheiro no começo da atividade profissional, que foi assassinado no início do ano em Florianópolis.

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