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Versão moderna da cama elástica, criada em 1930, utilizada até para treinar astronautas, deu origem a esporte inserido na programação olímpica em 2000. Brasileiros participam apenas como figurantes

Carlos Pala terminou em oitavo na final do trampolim no Pan
Washington Alves/Inovafoto/COB
Carlos Pala terminou em oitavo na final do trampolim no Pan

Começa nesta quinta-feira, em Odense, na Dinamarca, o Mundial de uma das modalidades nas quais o Brasil fará apenas figuração nos Jogos Olímpicos do Rio : o de Ginástica de Trampolim. Por ser país-sede, o Brasil terá direito a inscrever um atleta no masculino e uma ginasta. Os donos das vagas serão os melhores brasileiros no individual. No feminino, participarão Camilla Gomes, Daienne Lima e Ingrid Maior. Os ginastas brasileiros inscritos são Carlos Ramirez Pala, Luiz Arruda Jr. e Rafael Andrade.

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Os resultados no Mundial do ano passado, em Daytona Beach, nos Estados Unidos, não foram lá muito animadores. O Brasil ficou fora das semifinais, que reúnem 24 competidores. Giovanna Venetiglio Bastos Matheus até chegou perto, ao concluir a fase classificatória na 27ª posição. No masculino, Pala se posicionou no 36º posto.

Modalidade olímpica desde 2000, o trampolim tem sido dominado pela China, dona de um terço das 24 medalhas disputadas desde então. O Canadá, com seis peças, e a Rússia, com quatro, vêm a seguir. Alemanha e Ucrânia foram ao pódio duas vezes.

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Camila Lopes ficou com o sexto lugar no Pan de Toronto
Washington Alves/Inovafoto/COB
Camila Lopes ficou com o sexto lugar no Pan de Toronto

A primeira versão moderna do trampolim foi construída por George Nissen e Larry Griswold na década de 30, na Universidade de Iowa. A invenção serviu a diversos propósitos, como treinar astronautas e praticantes de outras modalidades, como saltos ornamentais, ginástica artística e esqui. Com o tempo, o trampolim ganhou status de modalidade autônoma, com seu próprio código de notas.

O carioca Pala, de 30 anos, conseguiu uma das oito vagas na final dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho, e ficou em último lugar. "Meu objetivo é somar mais do que 104,500 pontos e chegar próximo aos 106,300, disse o ginasta, que foi aos Jogos de Pequim como primeiro reserva.

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No feminino, Camilla, de 21 anos, desponta. "Minha expectativa é competir bem, fazer tudo o que estou treinando e me classificar para a semifinal", diz a ginasta, que chegou à final da Copa do Mundo de Loulé, em Portugal, um resultado inédito em sua carreira.

Após o Mundial adulto, haverá disputas para atletas mais novos, o chamado "age group". O Brasil consegue chegar ao pódio com as gerações mais recentes. No tumbling, modalidade não-olímpica, Lucas Henrique do Nascimento conquistou o bronze na categoria para atletas com 15 e 16 anos em Daytona Beach. O tumbling é uma modalidade acrobática que exige algumas das habilidades que os atletas da ginástica artística demonstram, assim com a técnica de salto em trampolim.

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