Tamanho do texto

Brasileiro colecionou seis títulos em 2015 e se prepara para viajar ao Japão onde participará de torneio até o dia 22 de dezembro

Marcelo Melo, líder do ranking de duplas da ATP
João Neto/FOTOJUMP/CENTAURO
Marcelo Melo, líder do ranking de duplas da ATP

Simpático e relaxado. Foi assim que o atual número 1 de duplistas da ATP chegou na coletiva de imprensa dessa manhã na loja da Centauro, no Buorbon Shopping, zona oeste de São Paulo. Depois de defender 17 jogos de invencibilidade na temporada, ao lado do companheiro croata Ivan Dodig, Marcelo Melo foi eliminado nas semi-finais do World Tour Finals de Londres pela dupla Bopanna e Mergea e voltou ao Brasil para curtas férias até viajar ao Japão onde tem competição até o dia 22 de dezembro.

Leia mais:  Vídeo mostra a evolução nas obras olímpicas do Rio de Janeiro. Confira

O mineiro colecionou conquistas esse ano. Foram seis título: Acapulco, Tokyo, Vienna, os Masters 1000 de Shanghai e de Paris e a conquista de um dos maiores Grand Slams do circuito, Roland Garros. Apenas Gustavo Kuerten trouxe o troféu para o Brasil nos últimos 15 anos. Coincidentemente, também foi o último número 1 brasileiro.

Melo comentou sobre as Olimpíadas do ano que vem no Rio de Janeiro, o desafio de se manter entre os melhores, viagens e o futuro como treinador.

Roland Garros como alavanca para o número um

"Acho que pra você chegar a ser o número um do mundo, você tem que ter no mínimo um título de Grand Slam no ano. Você depende daquela quantidade de pontos pra poder chegar. Hoje acho que tenho quase 9000 pontos, então você demanda dessa quantidade. A partir daquele momento, nós sabiamos que esse seria o ano. O Ivan abdicou de alguns torneios simples focado em ser o número 1 do mundo, mas depois do resultado do US Open ele acreditou que não seria tão possivel. Eu continue acreditanto por isso continuei jogando com parceiros diferente."

Desafio da próxima temporada

"É um problema que, em teoria, eu tenho conseguido resolver faz um tempo. A mesma pergunta foi feita quando eu estava no Top 10, Top 5, quando ganhei Roland Garros e agora com o número 1. Defender pontos uma hora ou outra, terei que defender. Eu não penso muito o que eu tenho que fazer para ganhar os pontos, eu sempre penso o que preciso fazer para ganhar o jogo. Como consequência virão os pontos e o ranking. Primeiro pensar no desenvolvimento do jogo pra depois pensar em resultados e pontos. Repetir essa série de 17 jogos invicto vai ser difícil, não sei se vai dar não"

Companheiros diferentes

"Eu já venho fazendo isso a algum tempo, especialmente quando comecei a jogar com o Ivan, todo mundo sabe que ele tem alguns torneios de simples não joga tantos torneios de dupla e a principal característica de que eu jogo bem com essas duplas é que eu procuro me adaptar a eles. O Kubot, Klaasen e Ivan são muito diferentes um do outro. A minha filosofia é que eu preciso me adaptar a eles, é a melhor maneira do que esperar que eles tenham essa adaptação comigo."

Olimpíadas

Não tive a oportunidade de conhecer o centro olímpico. Em relação as quadras [serem duras] todos sabem o quanto eu tenho viajado nessa temporada e visto esse tipo de quadra.

Falta de pontuação na Rio-2016

"Alguns jogadores as vezes pode deixar de jogar as olimpíadas por causa de um ponto. No meu ponto de vista a última coisa que pensaria em uma disputa de olimpíadas é ponto. Olimpíada é tradicional, você joga por um país, reúne os melhores atletas de todas as nacionalidades do mundo. Acredito que a maioria não vai querer pontos. Seria pensar muito pequeno."

Parceria com Bruno Soares

"Eu e o Bruno a gente ainda não decidiu quais torneios nós vamos jogar [no ano que vem], mas com certeza nós vamos jogar. Acho difícil ser algum master city, que são os maiores, de repente um ou dois antes das Olimpíadas. Tenho que conversar com o Ivan para o planejamento que iriamos jogar na Europa mas vamos deixar no ar qual torneio vamos jogar. Treinamos juntos em Belo Horizonte, nos conhecemos desde os 6 anos, essa parte não vai mudar."

Influência para crianças

"Me sinto lisonjeado em ser ponto de referencia para as crianças, especialmente para os que estão começando agora. Eu tento da melhor maneira possível representar como eu acho que deve ser feito. O Guga é um espelho disso e do que ele fez, faço o mais carinho possível especialmente em Copa Davis. No futuro eu não sei ainda, espero jogar por um belo tempo, mas eu acho que o importante é alguém tomar conta desse caminho de juvenil, porque é um caminho importante. Eu acho que pela experiencia que eu tenho e que eu terei mais, acho que posso ajudar mais nessa parte. Minha visão é continuar como treinar e nesse caminho de transição."

Viagens e jogos

"Essa sequencia enorme de torneios acho que as viagens cansam mais que os jogos em si. A gente vive em um país que é longe da Europa, eu fico 12 horas pra ir 12 horas pra voltar então isso cansa bastante. Sempre quando tenho mais de 4 dias eu volto para o Brasil."

Influência do Guga

"Influenciou muito, acho que o Guga influenciou não só tenistas mas como atletas de outros esportes. Foi muito importante o que ele fez, o comportamento que ele tinha, a pessoa que ele era e eu tento passar o mesmo pros que estão vindo. Pelo retrospecto que eu tenho estamos indo por um caminho certo de incentivo. Quanto mais gente jogando vai ser bom para o esporte e para o país."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.