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Ricardo Berzoini, da Secretaria do Governo, diz que "não há limite" para preocupação do governo brasileiro com risco de atentados

Ricardo Berzoini defende que o Brasil aceite a cooperação de órgãos de inteligência estrangeiros
Lula Marques/Agência PT
Ricardo Berzoini defende que o Brasil aceite a cooperação de órgãos de inteligência estrangeiros

O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, defendeu nesta segunda-feira que o Brasil aceite a cooperação de órgãos de inteligência internacionais para reduzir os riscos de eventuais episódios de terrorismo nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O tema ganhou força diante dos atentados perpetrados pelo Estado Islâmico em Paris, no último dia 13.

Em cerimônia de abertura do Seminário Internacional de Enfrentamento ao Terrorismo no Brasil, em Brasília, o ministro afirmou que "não há limite" para a preocupação do governo e disse que a cooperação internacional é "fundamental para tratar desse assunto".

No domingo, o governo francês ofereceu seus serviços de inteligência e informação para s Olimpíada. "Os eventos recentes e outros mostram que todo cuidado é pouco e toda preparação é pouca. Países que têm já uma história de enfrentamento dessa questão foram alvo de ataques significativos. Nesse campo, não há limite para a nossa preocupação e para tomar todas as providencias ao alcance das autoridades brasileiras", disse Berzoini.

Segundo o ministro, o Brasil deve ter a mesma preocupação sobre os riscos de um ataque terrorista que países com histórico de episódios de violência deste tipo.

Policiais brasileiros e franceses fizeram exibição de segurança para os Jogos de 2016 na última semana
EFE/Antonio Lacerda
Policiais brasileiros e franceses fizeram exibição de segurança para os Jogos de 2016 na última semana

Ele destacou que, pelo fato de a Olimpíada envolver delegações maiores e com maior variedade de posições políticas, os esforços do governo devem ser redobrados no evento esportivo do ano que vem em comparação com os adotados na Copa do Mundo de 2014.

"É necessário que, diante de um evento com a magnitude da Olimpíada do ano que vem e diante da responsabilidade pública do estado brasileiro, a sociedade brasileira discuta com profundidade como prevenir e combater de maneira incansável a prática do terrorismo. Prática que no Brasil tem poucos registros de acontecimentos, mas que evidentemente merece toda a atenção pela característica da globalização econômica e cultural atual."

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O ministro classificou os ataques terroristas em Paris, que deixaram 130 mortos, como trágicos e ressaltou que eles "chocaram todo o mundo". "Foi uma violência covarde e uma tentativa de instauração de um cenário de terror".

Neste domingo, o ministro de Assuntos Exteriores e do Desenvolvimento Internacional da França, Laurent Fabius, ofereceu apoio à presidente Dilma Rousseff para aprimorar a segurança e reduzir o risco de ataques terroristas no transcurso das Olimpíadas.

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"O que aconteceu em Paris infelizmente poderia acontecer em vários países do mundo, uma vez que [os grupos terroristas] estão organizados internacionalmente", observou Fabius. "Disse a Dilma Rousseff que estamos à sua disposição", acrescentou.

Fabius visita o Brasil para tratar da 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21), que reunirá representantes de 195 países, de 30 de novembro a 11 de dezembro, em Paris. Na manhã de domingo reuniu-se com Dilma,  os ministros Mauro Vieira e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente. Segundo Fabius, a questão da segurança foi mencionada na conversa. O ministro francês já visitou a Índia e a África do Sul.

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