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Apesar dos recentes atentados em Paris, o combate ao terrorismo não fez parte da exibição realizada nesta quinta-feira

Policiais brasileiros e franceses fazem exibição de segurança para os Jogos de 2016
EFE/Antonio Lacerda
Policiais brasileiros e franceses fazem exibição de segurança para os Jogos de 2016

Policiais do Rio de Janeiro fizeram nesta quinta-feira uma exibição de parte das técnicas antidistúrbios aprendidas em um treinamento com agentes franceses visando os Jogos Olímpicos de 2016 .

A simulação de uma operação de controle de distúrbios foi realizada na sede do Batalhão de Choque da PM do Rio de Janeiro, onde agentes lançaram bombas de efeito moral e de fumaça contra um manifestante violento, controlado sem a necessidade de uso de armas de fogo.

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O cabo chefe da Companhia Republicana de Segurança (CRS) da Polícia Nacional Francesa, Antonio José Marçal, explicou à Agência Efe que, assim como em seu país, os policiais brasileiros "vão utilizar mais gás tradicional e água" para reprimir manifestações violentas, assim como "manobras corpo a corpo entre policiais e manifestantes para evitar enfrentamentos".

"Como os Jogos Olímpicos estão chegando, todo o mundo vai olhar para vocês e seu país nos pediu que ensinássemos umas táticas", acrescentou o francês, que participou junto com uma tenente e um agente das duas semanas de treinamento com os brasileiros.

No total, 50 agentes da Polícia Militar participaram da edição deste ano desse curso, realizado desde 1999 no Rio de Janeiro.

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"Já tivemos treinamentos com os franceses, inclusive de mergulho, de franco-atirador, de uso de cães, de cães farejadores. Então, são vários ramos policiais abrangidos. O de agora é de controle de distúrbios", comentou o coronel André Silva, comandante do Batalhão de Choque da PM do Rio de Janeiro.

Apesar da curiosidade despertada pelas operações antiterroristas dos últimos dias em Paris, Marçal afirmou que é um tema sobre o qual sua companhia não tem competência. As perguntas sobre terrorismo surgiram ao longo do treinamento, mas o cabo explicou que sua equipe é responsável pela segurança em grandes eventos.

"Se houvesse terrorismo, o serviço especializado viria. Com eles é igual aqui. Na França é assim: cada um tem seu trabalho e sua função. Nós atuamos com multidão e há o serviço que faz o que se viu há dois dias, que entrou em edifícios procurando por terroristas", disse Marçal.

Os franceses já tinham compartilhado suas técnicas antidistúrbios para a Copa do Mundo de 2014. Agora, até o dia 27 de novembro, preparam a Polícia Militar para os Jogos Olímpicos de 2016.

"Estamos aqui para isso: para esses eventos, se houver distúrbios. Se fosse mais perigoso, viria conosco o serviço especializado em terrorismo. Somos os primeiros a chegar a um evento", explicou.

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