Tamanho do texto

Tema volta à pauta após os atentados terroristas que abalaram Paris na sexta-feira; José Martins Cardozo enfatiza a necessidade de que haja um trabalho de interação com as polícias internacionais

Esquema de integração com polícias internacionais, que se verificou na Copa, será retomado na Olimpíada, segundo Cardozo
Valter Campanato/Agência Brasil - 11.11.15
Esquema de integração com polícias internacionais, que se verificou na Copa, será retomado na Olimpíada, segundo Cardozo

O Brasil está preparado para garantir a segurança durante os Jogos Olímpicos do Rio. Ao menos é o que diz o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que concedeu entrevista em Brasília. O tema voltou à pauta após os atentados terroristas que sacudiram Paris na última sexta-feira.

Cardozo lembrou que o Brasil não tem um histórico como alvo de atentados terroristas, mas isso não deve afrouxar os controles. "Isso não afasta a necessidade que temos de acompanharmos toda a situação mundial e de tomarmos todas as medidas necessárias em face dos grandes eventos que tivemos e teremos no Brasil".

Segundo o ministro, o país está "plenamente preparado" para garantir um "excelente padrão de segurança” durante os Jogos do Rio. Nas Olimpíadas, que começam em 5 de agosto de 2016, são esperados mais de 10.500 atletas de 206 países. Cerca de 100 chefes de estado deverão estar presentes na cerimônia de abertura, e mais de 20 mil jornalistas serão credenciados.

Leia mais: Tenistas não terão pontos do ranking no Rio devido a desacordo entre ITF e ATP

A experiência bem-sucedida da Copa do Mundo de 2014 eleva a confiança do ministro. "Teremos a Olimpíada no Brasil e me recordo de que já para a Copa do Mundo tivemos todo um trabalho de interação com as polícias internacionais no desenvolvimento de uma matriz de responsabilidade no nosso país que agregou não só as forças do Ministério da Justiça, mas também do Ministério da Defesa na perspectiva de termos um trabalho sempre na área de inteligência e na execução de medidas de segurança com relação à questão do terrorismo".

Esse mesmo modelo, segundo Cardozo, será aplicado em 2016, durante os Jogos. “Essa mesma matriz se repetirá agora nas Olimpíadas e nós permanecemos na mesma atuação, mantendo contato com órgãos de inteligência internacional.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas