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Segundo presidente da Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais da África, ideia é lançar uma candidatura inédita, com disputas na África do Sul e em outro país do continente

Lassana Palenfo entrega presente a Leyser, observado  pela diplomata Vera Cinti
Ivo Lima/Divulgação
Lassana Palenfo entrega presente a Leyser, observado pela diplomata Vera Cinti

Durante os Jogos Olímpicos do Rio, estará em funcionamento a Casa África, plataforma que faz parte do lançamento de uma candidatura do continente para receber o evento em 2024. A ideia é que os jogos sejam realizados em duas sedes: na África do Sul e em outro país africano.

Para formatar esse projeto, o presidente da Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais da África (ANOCA), o general marfinense Lassana Palenfo, esteve reunido nesta quarta-feira, em Brasília, com o secretário executivo do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser. É a segunda vez que os países africanos terão um espaço reservado para a divulgação de suas culturas. Em Londres também houve essa iniciativa.

O local de funcionamento da Casa África já foi escolhido, mas os organizadores não podem divulgá-lo, pois o contrato ainda não foi assinado. Também não está definido o número de países africanos que estarão representados. A ANOCA tem 54 filiados - de 20 a 30 devem participar da Casa África.

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“Vamos apoiar os Jogos no Brasil disputando a competição e também participando desse grande evento com a Casa África”, declarou Palenfo. “Queremos confirmar essa forte ligação entre o Brasil e os países africanos”, acrescentou.

"Para nós, é muito importante que os países da América do Sul e da África estejam bem representados nos Jogos Rio 2016”, declarou Ricardo Leyser. “É com muita felicidade que recebemos os planos da Casa África. O Brasil deve muito à África. Não só nos Jogos, mas como toda a nossa civilização”, continuou o secretário executivo do Ministério do Esporte.

Depois da Copa de Mundo de 2010, disputada na África do Sul – foi a primeira vez que o maior torneio de futebol do planeta foi realizado no continente africano –, a cidade sul-africana de Durban receberá, em 2022, os Jogos da Commonwealth, uma comunidade de 53 países da América do Norte, Américas do Sul e Central, Europa, África, Ásia e Oceania.

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Com a realização dos Jogos da Commonwealth em Durban (a primeira cidade da África a sediar a competição), o continente dá mais um passo rumo à concretização de um antigo sonho: receber os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Segundo Palenfo, a África do Sul, depois do sucesso da Copa do Mundo de 2010 e da realização dos Jogos da Commonwealth, é o país africano mais capacitado para receber os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Segundo ele, já existe uma movimentação nesse sentido. A África do Sul chegou a disputar a candidatura para os Jogos de 2008 (realizados em Pequim) e o plano é que, após 2024, o continente volte a ter um candidato. Ele promete uma proposta inédita. “A nossa ideia é pela primeira vez apresentar uma candidatura conjunta para que os Jogos possam ser realizados ao mesmo tempo na África do Sul e em outro país africano, mas com toda a África apoiando a candidatura".

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