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Confederação Brasileira rescinde contrato com treinador devido à impossibilidade de corrigir salários pela variação cambial

Jean Maurice-Bonneau: trabalho encerrado
Divulgação
Jean Maurice-Bonneau: trabalho encerrado

A alta do dólar causou um forte prejuízo à preparação olímpica brasileira no hipismo. A Confederação Brasileira de Hipismo rescindiu o contrato com o técnico francês Jean Maurice-Bonneau, que comandava a seleção nacional de saltos havia cinco anos.

O presidente da CBH, Luiz Roberto Giugni, avesso a entrevistas à imprensa, divulgou um comunicado por meio de sua assessoria. "A Confederação Brasileira de Hipismo agradece ao técnico francês Jean Maurice-Bonneau pelo seu excelente trabalho à frente da equipe de saltos durante os últimos anos. Porém, infelizmente, perante as dificuldades financeiras e em função da variação cambial, não foi possível chegar a um acordo financeiro viável para a CBH para que ele continuasse conosco. Estamos com algumas opções de nomes para que o trabalho seja mantido e seguimos nos preparando da melhor forma possível para os Jogos Olímpicos".

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Em entrevista do diário esportivo francês L'Équipe, o treinador se disse decepcionado com o encaminhamento do caso. "A situação ficou muito complicada a partir de setembro por conta da crise financeira. Tentamos chegar a um acordo, mas não tivemos um final feliz. É uma grande decepção. A missão era cumprir o contrato até o fim, me dediquei muito para isso".

Em nota oficial, o treinador agradeceu aos cavaleiros brasileiros. "Fiquei muito honrado de trabalhar por cinco anos com cavaleiros excepcionais, com quem trabalhei em harmonia. Os resultados obtidos durante os últimos três anos mostram que a equipe é bem sucedida e vem crescendo. Obrigado aos trinta cavaleiros que representaram o Brasil na Copa das Nações e campeonatos durante estes cinco anos".

A equipe brasileira foi quinta colocada nos Jogos Mundiais Equestres de 2014. O quarteto brasileiro é candidato ao pódio nas Olimpíadas de 2016 na prova por equipes. Rodrigo Pessoa e Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, têm chances na disputa individual.

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