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CEO e presidente do conselho da confederação falaram com a imprensa durante Segundo Encontro com Patrocinadores

Atualmente, o rúgbi é a segunda modalidade coletiva mais praticada no mundo. No Brasil, são cerca de 60 mil jogadores (profissionais e amadores), contabilizando uma ampliação de 1.700% desde 2011. É ao pensar neste crescimento e na conquista da medalha de bronze pela seleção feminina nos Jogos Pan-Americanos de Toronto  que a Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu) acredita em uma boa campanha nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.  

Eduardo Mufarej, presidente do conselho da CBRu durante Segundo Encontro Anual de Patrocinadores
Felipe Barbosa/iG São Paulo
Eduardo Mufarej, presidente do conselho da CBRu durante Segundo Encontro Anual de Patrocinadores

“Nosso foco no masculino é qualificar para as chaves de oitavas, é a nossa primeira meta. A partir daí, qualquer coisa será lucro. Quem sabe conseguimos uma colocação boa e vamos para as semifinais, mas em um grupo com seis seleções, estar entre os quatro é fundamental. Está todo mundo ansioso, países investindo muito por ser o retorno do rúgbi para os Jogos. Será bem complicado”, afirmou o presidente do conselho da CBRu, Eduardo Mufarej, no Segundo Encontro Anual dos Patrocinadores, realizado na última quinta-feira, em São Paulo.

“Os países que dominam o circuito são favoritos. No masculino a Nova Zelândia, algumas ilhas do Pacífico, mas principalmente Fiji, Austrália, Grã-Bretanha, Estados Unidos. Já no femimino, além dessas seleções, eu incluiria o Canadá. Esses serão os grandes candidatos”, acrescentou.

Perguntado sobre a chance de naturalizar atletas de outros países para fortalecer a seleção brasileira, Mufarej fez questão de enfatizar que o hábito é usual ao redor do mundo e afirmou que, se necessário, a CBRu também fará.

“A própria seleção da Nova Zelândia tem vários jogadores trazidos do Pacífico, Austrália também, a seleção inglesa também, é uma prática comum, por isso faz sentido a gente naturalizar alguns atletas. Com a grande quantidade de torneios internacionais que vamos disputar, vamos fazer reflexões sobre o plantel e, se preciso, encontrar gente na posição necessitada e que esteja disposta a morar no Brasil. Agora, eu não tenho ideia se vamos ter sucesso nisso ou não”, declarou.

Agustin Danza, CEO da CBRu
Felipe Barbosa/iG São Paulo
Agustin Danza, CEO da CBRu

Quem também fez uma projeção para as Olimpíadas foi o CEO da CBRu, Agustin Danza. Argentino e ex-jogador, o dirigente manteve a confiança apresentada por Mufarej, ainda mais na competição feminina.

“Para o masculino, acredito que será mais difícil, porque é uma seleção mais jovem e imatura em termos de Mundiais. Temos de entrar em campo para fazer jogos competitivos. Vamos jogar com Austrália, África do Sul e o objetivo é ter chance de ganhar todos os jogos, mas ainda não de medalha. Já para as mulheres, esperamos entrar no grupo do top 6, porque no Sevens (time com até sete jogadores e dois tempos de sete minutos) o jogo é muito dinâmico. Estando no top 6, a chance de medalha existe. É pequena, mas existe”, salientou.

Danza enalteceu a força da torcida brasileira e disse como o "jogador extracampo" pode ajudar as seleções na realização de bons jogos.

“Sem dúvida, vai ajudar. A torcida brasileira é animada. O circuito feminino não tem torcidas grandes mundialmente, aliás, nós estamos na etapa há dois anos e a nossa torcida sempre foi escolhida como a melhor de todo o circuito, porque é barulhenta, tem batucada, torcem, gritam e isso porque era só um circuito mundial. Nas Olimpíadas, vai ser essa torcida vezes cinco, vezes dez, então eu imagino o poder deles. Sem dúvida vai ser um fator a nosso favor”, falou o dirigente.  

Agustin ressaltou, por fim, como a inédita medalha de bronze conquistada pela seleção feminina no Pan de Toronto, no Canadá, ajudou na evolução do esporte em terras brasileiras.

“Serviu muito para aumentar o interesse do brasileiro pelo rúgbi. Muitas pessoas ficaram sabendo do esporte pelo Pan, perceberam que era uma equipe competitiva a ponto de ganhar medalha no Pan. Isso ajuda em muitas coisas, uma delas é em captar crianças, meninos e meninas para o esporte. Recebemos muitos e-mails com perguntas “onde eu posso jogar?”. Ajuda também no ponto de vista de criar fãs, porque agora as pessoas sabem que existe e que o Brasil é bom. Quando tiver um jogo vão ligar a tevê para assistir”, concluiu.

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