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Programa voltado aos atletas de alto rendimento completa 10 anos de aplicação. Representantes da delegação do Pan e do Parapan participam de cerimônia comemorativa no Planalto

Presidenta Dilma Rousseff recebe atletas do Pan e do Parapan em Brasília
Blog do Planalto
Presidenta Dilma Rousseff recebe atletas do Pan e do Parapan em Brasília


Comemorando os dez anos de operação do Bolsa Atleta, a presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira, em Brasília, representantes das delegações brasileiras que disputaram o Pan e o Parapan de Toronto, neste ano. Em seu discurso, a governante afirmou que o programa é hoje "o maior patrocínio individual na área esportiva do mundo". 

Desde que foi criado em 2005, ainda pelo primeiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, essa política conecedeu mais de 43 mil bolsas a 17 mil atletas. Em seu último ciclo, foram 6.093 contemplados, com aporte de mais de R$ 61 milhões. 

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"Queria dizer a vocês que um dos meus maiores orgulhos foi saber que 78% dos competidores que representaram o Brasil no Canadá recebiam apoio do governo", afirmou a presidenta, que esteve acompanhada no palanque por Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas Rio 2016, pelo ministro do Esporte George Hilton e pelos atletas Thiago Pereira, da natação, Marcel Stürmer, da patinação artística, e Terezinha Guilhermina, do atletismo paralímpico. 

Em seu discurso, a presidenta Dilma afirmou que a realização das Olimpíadas no país serviria para "mobilizar toda a sociedade, os empresários para apoiar cada vez mais o esporte" nacional. 

Mas a verba federal é, de longe, a maior fonte de renda  na preparação do atleta brasileiro para os Jogos do Rio 2016, e não só por meio do Bolsa Atleta. Um relatório de auditoria publicado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em julho aponta previsão de investimento de R$ 12,6 bilhões no esporte de rendimento, entre confederações olímpicas e paraolímpicas, entre 2010 e 2016. Entre valores já executados entre 2010 e 2014, foram R$ 7,6 bilhões. Do montante investido nos últimos cinco anos, segundo valores discriminados ao TCU após consulta de diversos órgãos ligados à gestão do esporte brasileiro, apenas R$ 124 milhões vieram da iniciativa privada.

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"O esforço é de vocês, que garantiram a medalha. Foi o seu esforço e o apoio das suas famílias. Sem sombra de dúvida, é uma vitória que vocês conquistam. O orgulho do governo é ter dado a oportunidade para que isso aconteça, e só isso", afirmou. "Sempre é comovente ver histórias de superação, e os atletas têm uma. São histórias de exemplo de conduta, de vida e de compromisso a ética."

Antes de a presidenta falar, chamou a atenção as palavras do patiandor Marcel Stürmer, tetracampeão pan-americano. Fugindo um pouco do tom celebratório, o gaúcho de Lajeado fez um apelo por maior apoio aos atletas que competem em modalidades fora do calendário olímpico, como a patinação artística, o boliche o caratê. São os "primos probres" que ajudaram o Brasil a alcançar sua meta de medalhas  no Pan de Toronto.

"Fico alegre em saber que os jovens atletas não vão precisar sair do país como precisei. Por outro lado, sinto que ainda há um caminho para ser traçado, na diferenciação ao esporte olímpico e não-olímpico, dito amador, mas que é amador só no nome.Deixo aqui, presidenta, meu pedido de apoio", afirmou.

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