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Jamaicano vai tentar tetracampeonato mundial na final dos 200m rasos, a prova na qual se sente mais à vontade


Bolt e Jobodwana (AFS) dão a impressão de conversar em eliminatória dos 200m livre
Christian Petersen/Getty Images
Bolt e Jobodwana (AFS) dão a impressão de conversar em eliminatória dos 200m livre

Usain Bolt e Justin Gatlin têm mais um encontro marcado no Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim, na final dos 200m rasos, às 9h55 desta quinta-feira (horário de Brasília). Antes desse novo duelo, que tem tudo para ser eletrizante, os dois passearam nas eliminatórias. O norte-americano se classificou com o melhor tempo (19s87) e Bolt fez a segunda melhor marca (19s95). Os dois são os únicos que avançaram com tempos abaixo de 20s.

Nessa prova, em que Bolt é ainda mais Bolt, ele vai tentar o tetracampeonato. Na semifinal, acelerou na curva e depois soltou, desacelerando. Depois da vitória nos 100m rasos no domingo, por apenas um centésimo de segundo, o jamaicano parece ter recobrado toda a sua confiança.

Nos 200m rasos feminino, a jamaicana Veronica Campbell-Brown também avançou com tranquilidade. Tanta, que até invadiu a raia da concorrente britânica Margarety Adeoye, e as duas não bateram. Tanto Veronica (22s79) como Margarety (23s10) avançaram às semifinais.

Veronica Campbell-Brown invade raia de Margaret Adeoye
Ian Walton/Getty Images
Veronica Campbell-Brown invade raia de Margaret Adeoye

Como Veronica, na avaliação dos delegados da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo) não levou vantagem, não foi eliminada.

A notícia triste do dia foi a eclosão dos casos de doping das quenianas Joyce Zakari e Koki Manunga. A IAAF informou que exames de material coletado na quinta e na sexta-feira da semana passada, no hotel no qual estavam hospedadas, deram resultado positivo. A substância encontrada não foi informada.

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Zakari baixou seu melhor tempo em 33 centésimos nos 400m feminino nas eliminatórias. No dia seguinte, não compareceu para disputar a semifinal. Já Manuga ficou em sexto na sua bateria nos 400m com barreiras.

A divulgação do caso se dá um dia depois de a rede alemã de televisão alemã ARD veicular declarações de dois ex-atletas quenianos sobre doping. Eles disseram que seus conterrâneos são avisados sobre exames que deveriam ser realizados de surpresa. Eles dizem também que fiscais pedem propina para ignorar resultados positivos.
O Quênia lidera o quadro de medalhas com seis ouros, três pratas e dois bronzes.

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