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Mr. Pan exibe pela primeira vez todas as 23 medalhas juntas e promete empenho redobrado para fazer frente a Phelps


Thiago Pereira exibe as 23 medalhas do Pan juntamente com a prata do Mundial
Orlando Bento/Divulgação Onboard Sports
Thiago Pereira exibe as 23 medalhas do Pan juntamente com a prata do Mundial

Thiago Pereira exibiu pela primeira vez, nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, as 23 medalhas que conquistou nos Jogos Pan-Americanos. Dono do melhor resultado do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan em provas olímpicas, a prata nos 200m medley, o nadador fluminense engata mais uma competição em seu carregado calendário, o Troféu José Finkel, que vai até o próximo sábado, no Esporte Clube Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.

Thiago vai nadar os 100m borboleta na terça-feira, os 400m medley na quarta e os 200m medley na sexta-feira. Sua participação nas equipes de revezamento do Minas Tênis Clube ainda não foi divulgada.

A pouco menos de um ano da Olimpíada, Thiago ainda não decidiu se vai se preparar para os 400m medley, a prova em que se consagrou como vice-campeão olímpico, em Londres. "Os meus adversários não estão mais nadando os 400m medley e isso demonstra como a distância é difícil não só para competir, mas também para se preparar. Minha grande aposta para 2016 é os 200m medley. Não descarto os 400m medley, mas é uma prova muito dura e que exige muito".

Um dos rivais históricos de Thiago, o húngaro Laszlo Cseh, se reinventou como especialista em borboleta, com bela performance em Kazan: ouro nos 200m, prata nos 100m e bronze nos 50m. Ryan Lochte venceu os 200m medley e fez parte, nas eliminatórias, da equipe de revezamento 4x100m medley dos EUA, campeã. Enquanto isso, Michael Phelps, suspenso pela federação norte-americana e impedido de nadar em Kazan, fez sombra a todos fazendo o melhor tempo do ano nos 200m medley e nos 100m e 200m borboleta, no US Nationals, em San Antonio. Nos 200m medley, fez um tempo mais de um segundo mais rápido do que o registrado por Lochte na final.

"Encontrei o Ryan (Lochte) para fazer as fotos da Speedo (em Montenegro) e comentei: 'Vamos ter que penar até o ano que vem para acompanhar o Michael. É o maior atleta olímpico que já existiu. Seja qual for a forma e a competição em que ele estiver, sempre vai ser Michael Phelps", afirmou Thiago. "O que eu tenho a fazer é voltar ao meu dia a dia, brigar, treinar o máximo possível para continuar competitivo em 2016 e ir com tudo brigar com ele pela medalha".


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