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Em discurso bastante favorável à organização dos Jogos, presidente da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional diz que pode nadar na Baía de Guanabara


Nawal El Moutawakal, presidente da Comissão de Coordenação do COI, e Nuzman, presidente do COB, divertem-se durante coletiva
Marcelo Sayao/EFE
Nawal El Moutawakal, presidente da Comissão de Coordenação do COI, e Nuzman, presidente do COB, divertem-se durante coletiva

O Comitê Olímpico Internacional se manifestou de forma bastante favorável em relação aos trabalhos do Comitê Organizados dos Jogos de 2016. Nesta quarta-feira, a presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos do Rio, Nawal El Moutawakel, disse que a cidade demonstrou que pode organizar uma "grande" Olimpíada. Ela concedeu uma entrevista coletiva ao final da nona e penúltima visita de supervisão da entidade ao Rio.

A ex-atleta marroquina Nawal e o diretor-executivo dos Jogos Olímpicos, Christophe Dubi, minimizaram a polêmica sobre a qualidade da água na Baía de Guanabara, na Lagoa Rodrigo de Freitas e em Copacabana, uma das maiores preocupações que rondam os organizadores do evento a pouco menos de um ano do início do evento.

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Nawal encerrou a coletiva com um convite a seus colegas do COI e aos jornalistas a um mergulho na Baía, que vai receber as regatas de vela da Olimpíada. "Podemos mergulhar todos juntos", brincou.

Nawal e Dubi disseram que a qualidade da água está sob monitoramento das autoridades brasileiras, que prometem cumprir as exigências da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Posso confirmar que o COI coloca os atletas como alta prioridade, e os nossos amigos estão fazendo o máximo que podem para que os atletas compitam num ambiente seguro e saudável", afirmou Dubi.

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Em tom bastante ameno e amigável, Nawal não economizou elogios às autoridades responsáveis pelos Jogos. "Após seis anos de visitas desde que o Rio foi anunciado como sede dos Jogos, é fantástico ver que o que eram promessas hoje são realidade, e que as instalações olímpicas estão prontas ou quase prontas".

Segundo ela, os eventos-teste estão apresentando bons resultados. "Presenciei o evento-teste de hipismo e fiquei muito impressionada. Os brasileiros têm que se sentir muito orgulhosos desses eventos".

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As manifestações políticas e o turbulento momento político-econômico que o Brasil atravessa não parecem ser objeto de preocupação dos dirigentes. "Os Jogos Olímpicos têm um forte apoio no Brasil em meio à crise econômica e política. As obras e os eventos-testes continuam".

Segundo a ex-atleta, o COI não se opõe que os brasileiros organizem manifestações, como ocorreu durante a Copa das Confederações de 2013. "O COI não é contra as manifestações. Estamos cientes do que está acontecendo no país, mas também sentimos que há um forte apoio aos Jogos Olímpicos".

El Moutawakel afirma que, como o Rio já entregou a maior parte das instalações, e as outras obras deverão ser entregues nos prazos estabelecidos, a preocupação agora recai sobre os aspectos operacionais, vindo ao encontro do discurso de Ricardo Leyser, secretário executivo do Ministério do Esporte .

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