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A tensão entre a entidade internacional e a organização das Olimpíadas se acalmou, mas ainda o cronograma ainda exerce pressão. A um ano do início, veja como estão as instalações

Os prédios que abrigarão a Vila Olímpica e, depois, serão comercializados
AP Photo/Silvia Izquierdo
Os prédios que abrigarão a Vila Olímpica e, depois, serão comercializados


Depois de meses e meses de tensão, o Rio de Janeiro hoje convive relativamente em paz com as cobranças do COI (Comitê Olímpico Internacional). A saraivada de críticas pode ter amainado, mas isso não quer dizer que ainda não haja focos de preocupação.

A um ano do início das Olimpíadas, as obras em geral estão com o cronograma em dia, segundo a avaliação do comitê organizador e da entidade que promove os Jogos. De qualquer forma, os elogios por parte dos dirigentes estrangeiros são quase sempre acompanhados por advertências, por um comentário cauteloso ou em tom de advertência. Foi o que aconteceu após a mais recente visita de inspeção, em março.

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A presidenta do Comitê de Coordenação do COI, Nawal El Moutawakel, constatou em entrevistas o “a satisfação com o sólido progresso” que o Rio de Janeiro vinha apresentando, entre outros elogios sobre o comprometimento mostrado. Em relatório divulgado à imprensa, no entanto, a entidade disse ter mandado “mensagem clara aos organizadores que cada segundo conta” até o início das Olimpíadas.

Três instalações em específico despertam preocupação: o velódromo, o campo de golfe  e o centro de hipismo. Segundo El Moutawakel, elas exigem “pressão e uma linha agressiva para estarem prontas a tempo”. Há também a delicada questão em torno da qualidade das águas  da Baía da Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas, sedes, respectivamente, da vela e da canoagem velocidade e remo, hoje consideradas impróprias para a prática esportiva.

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De toda forma, é um tom bem mais ameno em comparação ao que se ouvia em abril de 2014, quando o australiano John Coates, vice-presidente do COI, afirmou que os atrasos eram “os piores que já viveu em 40 anos de trajetória no movimento olímpico”. À época, eles confrontavam os 15% de desenvolvimento das obras com os 60% que Londres apresentava a dois anos dos Jogos.

O discurso mudou gradativamente depois de o órgão internacional ter deslocado seu ex-diretor executivo, o suíço Gilbert Felli, para trabalhar mais perto dos organizadores. O general Fernando Azevedo e Silva, presidente da APO (Autoridade Pública Olímpica), também é visto como figura importante nos avanços apresentados no último ano.

As obras de infraestrutura e mobilidade urbana para as Olimpíadas estão orçadas em R$ 38,2 bilhões. Confira como está o andamento das instalações, em fotos tiradas na última semana de julho:


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