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Isaf exclui classe Star dos Jogos Olímpicos Rio-2016

Categoria de Robert Scheidt é uma das mais vitoriosas da história do esporte olímpico brasileiro

AE | 07/05/2011 18:07

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O esporte olímpico brasileiro recebeu com lamentação neste sábado a notícia de que o conselho da Isaf (Federação Internacional de Vela), reunido em São Petesburgo, na Rússia, decidiu tirar a classe Star dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A categoria rendeu cinco medalhas ao Brasil nas últimas seis edições olímpicas.

"Já era esperada essa decisão. Foi política e não técnica. Tem muito lobby e interesses. É um pecado a Star ficar de fora da Olimpíada do Rio de Janeiro. Nós temos um excelente retrospecto de medalha na Star", lamentou Torben Grael, dono de dois bronzes e dois ouros na categoria, mas que já teria 56 anos em 2016.

A Star é a única classe em que o Brasil tem hoje um velejador entre os dez primeiros colocados no ranking mundial da Isaf. E exatamente na primeira posição. Robert Scheidt, que tem como parceiro Bruno Prada. Com a exclusão da Star, o velejador deve voltar à Lazer, na qual conquistou dois ouros e uma prata em Jogos Olímpicos. Em Pequim, a parceria com Prada rendeu uma segunda colocação na classe Star.

O superintendente da CBVM (Confederação Brasileira de Vela e Motor), Ricardo Baggio, também demonstrou descontentamento com a exclusão da Star. "Essa decisão tira a oportunidade dos ídolos do esporte brasileiro de competir em casa. Nós temos uma vantagem por ser o país sede e isso tem um peso muito forte. Agora é ter calma e esperar a volta do nosso representante na Isaf", afirmou o dirigente.

A classe Star é a mais antiga no programa olímpico, estando presente desde 1932. No Brasil, é tida como a que atrai os atletas mais experientes. Com a exclusão da categoria, aliada a outras, que foram deixando os Jogos com os tempos, a Olimpíada do Rio será a primeira sem nenhuma classe com barco de quilha.

Outra novidade que desagradou os brasileiros é a exclusão da classe Match Race Feminino, que vai estrear na Olimpíada de Londres, nem foi testada, e já está fora do programa para o Rio. "Eu acho triste tirar antes de testar. Será um sucesso e as pessoas vão entender a vela mais facilmente. Pra mim é muito triste. Uma pena", ressaltou Marina Jardim, uma das velejadoras que buscam a vaga para Londres.

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