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Após ano sem foco, Scheidt e Prada priorizam campanha olímpica

"O importante mesmo é em dezembro na Austrália. Ganhar ou perder outras provas no meio do caminho não muda nada", disse velejador

Gazeta | 03/03/2011 18:24

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Os velejadores brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada iniciaram a temporada em ritmo forte de treino e competições e já traçaram os principais objetivos para o restante do ano. A dupla, que no ano passado dedicou-se a outros projetos, priorizará em 2011 a campanha olímpica, com foco no Mundial de Perth, em dezembro, quando podem garantir a vaga do Brasil nos Jogos de Londres 2012.

"Vamos para uma temporada enorme, acho que são nove competições internacionais, se não me engano, mas é importante dosar, não exagerar. Porque o importante mesmo é em dezembro na Austrália. Ganhar ou perder essas outras provas no meio do caminho não vai mudar nada", disse Scheidt nesta quinta-feira em São Paulo.

A preparação para o Mundial será feita em Ilhabela, ou Búzios, locais que têm condições climáticas semelhantes a Perth, onde 11 países garantirão sua vaga nos Jogos de Londres. Uma vez que o Brasil estiver assegurado na competição, uma seletiva nacional decidirá qual dupla será sua representante.

Na Austrália, além dos tradicionais adversários oriundos da Suíça, Suécia, Estados Unidos e Inglaterra, a parceria acredita que precisa tomar cuidado também com países pouco tradicionais na classe Star para garantir o Brasil nas Olimpíadas."Tem um segundo escalão muito forte. Se o cara estiver em uma semana inspirada, pode ganhar um campeonato", alertou Prada.

Os velejadores iniciaram o ano vencendo a Rolex Miami OCR e na última semana conquistaram a Semana Brasileira de Vela, em Florianópolis. Agora, a dupla parte para uma sequência de competições na Europa e deve dar atenção especial ao evento-teste para os Jogos Olímpicos de Londres, em Weymouth, em agosto, para depois dedicar-se aos preparativos para Perth.

"É uma grande simulação das Olimpíadas, mas sem a pressão pelo resultado: é o mesmo número de barcos, na mesma raia. A gente vai poder conhecer o local, arriscar alguns ajustes no barco. Dali dá para tirar muitas conclusões", explicou Scheidt, que acredita em um bom desempenho no evento.

A raia de competição costumeiramente tem ventos fortes, característica que agrada os brasileiros. "Tem que velejar bem, mas para nós a tendência é que dê certo", complementou Scheidt.

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