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Com somatória de 13.26, o australiano Soli Bailey venceu Adriano de Souza, Griffin Colapinto e Bruce Irons na final em Pipeline, no Havaí

Soli Bailey, campeão do Pipe Pro 2017
WSL/ Tony Heff
Soli Bailey, campeão do Pipe Pro 2017

Nesta quinta-feira (9), o australiano Soli Bailey foi o grande campeão do Volcom Pipe Pro, no Havaí (EUA). Com formação regular e ondas de até 2,5 metros, a segunda etapa do Qualifying Series 2017 na ilha do surfe terminou faltando um dia para o prazo final da janela de competição.

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Numa final de poucos tubos, o jovem de 21 anos venceu o surfe do brasileiro Adriano de Souza Mineirinho, do californiano Griffin Colapinto e do expert havaiano Bruce Irons, que ficaram em segundo, terceiro e quarto lugares respectivamente. Com somatória de 7.33 e 5.93, Soli levou pra casa um cheque de R$ 37,5 mil e somou 3 mil pontos no ranking da divisão de acesso.

Em sete anos de competição, apenas três surfistas haviam vencido o Volcom Pipe Pro: John John Florence (quatro vezes), Kelly Slater (duas) e Jamie O'Brien, ambos nomes de peso no pico havaiano. Além de quebrar um tabu no evento, a vitória ainda deu ao jovem surfista australiano a primeira colocação do ranking do QS.

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"Esta é com certeza a maior vitória da minha carreira", disse Soli Bailey. "Tive algumas perdas difíceis no ano passado e acredito que eu só aprendi com elas. É um sonho se transformando em realidade e um paso mais próximo de onde eu quero estar".

Embora ainda muito cedo para se falar em classificação para o tour mundial, pode-se afirmar que Soli começou o ano com o pé direito. O Volcom Pipe Pro foi o primeiro campeonato do QS com pontuação de 3 mil. Até então, os outros eventos do início do ano rendiam aos campeões o máximo de 1.500.

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Pódio do Volcom Pipe Pro 2017, sexta etapa da divisão de acesso do surfe mundial
WSL/ Tony Heff
Pódio do Volcom Pipe Pro 2017, sexta etapa da divisão de acesso do surfe mundial

Adriano de Souza

Essa é a segunda final de Mineirinho no Pipe Pro. Em 2014, o surfista do Guarujá acabou ficando com a quarta colocação atrás de Slater, Wigolly Dantas e do local Mason Ho. Apesar de melhor desempenho este ano, não foi ainda o suficiente para desbancar o australiano Soli Bailey. Com a segunda colocação e uma somatória de 4,50 e 3,93, o brasileiro levou R$ 18,7 mil pela sua performance.

O campeão mundial de surfe de 2015 teve a maior atuação do evento, com uma somatória de 16.50 (9.50 + 7.00) no terceiro round. No Havaí para treinos, as competições de Adriano de Souza na elite da WSL só começam em março, quando se inicia a primeira etapa do tour, em Gold Coast, na Austrália.

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