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Depois de incidente com Mick Fanning na África do Sul, WSL diz investir em segurança, mas avisa: "Não existe atualmente nenhuma tecnologia que seja comprovada 100% eficaz"

Mick Fanning foi atacado por um tubarão na costa sul-africana durante o Circuito Mundial de Surfe
WSL/WSL via Getty Images
Mick Fanning foi atacado por um tubarão na costa sul-africana durante o Circuito Mundial de Surfe


infame ataque de um tubarão ao tricampeão mundial Mick Fanning , em julho, coloca a organização da WSL (Liga Mundial de Surfe, na siga em inglês) em alerta, mas não foi o suficiente para tirar a etapa de Jeffreys Bay da temporada 2016. 

Foi certamente uma das imagens mais impressionantes e assustadoras deste ano, quando Fanning disputava a final de "J-Bay" e, além do compatriota Julian Wilson, teve de enfrentar, ou melhor, se devencilhar de um tubarão quando remava com sua prancha, à espera de uma boa onda. 

O astro australiano escapou sem nenhum ferimento grave. A final, todavia, foi cancelada por motivos óbvios, com os dois surfistas que duelavam dividindo a segunda posição. Agora, a caminho da última etapa do campeonato, em Banzai Pipeline, no Havaí, Fanning lidera o ranking da temporada, com 49.900 pontos, apenas 200 pontos à frente do jovem brasileiro Filipe Toledo. 

Depois do ataque do tubarão, segundo a assessoria da WSL, "ficou a dúvida sobre o futuro da etapa". O comissário da entidade, Kieren Perrow, todavia, confirma sua realização na Costa Leste da África do Sul. 

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"A segurança do atleta é uma prioridade para a Liga. Nós estamos em reuniões constantes com os nossos atletas, organizadores e administradores dos eventos em relação ao futuro de J-Bay. A WSL tem investido significativamente nas áreas de vigilância de todos os eventos atuais e futuros também", disse Perrow.

O que a WSL não consegue é garantir 100% a segurança dos surfistas. "Nós estamos atualmente trabalhando com um número de empresas especializadas em tecnologia para a segurança dos atletas e também do ambiente marinho. Os progressos que estamos conseguindo são significativos, mas não existe atualmente nenhuma tecnologia que seja comprovada 100% eficaz. Nossos atletas estão cientes disso, sempre estiveram."

País em ascensão no circuito mundial, com até quatro atletas disputando o título neste ano, o Brasil segue inscrito com uma etapa em 2016, no Rio de Janeiro, com disputas programadas entre os dias 10 e 21 de maio.

Veja o calendário completo do Tour 2016:

10-21 de março: Gold Coast, na Austrália

24-05 de março: Bells Beach, na Austrália

08-19 de abril: Margaret River Pro, na Austrália

10-21 de maio: Rio Pro, no Rio de Janeiro

05-17 de junho: Fiji Pro, nas Ilhas Fiji

06-17 de julho: Jeffreys Bay, na África do Sul

19-30 de agosto: Teahupoo, no Taiti

04-15 de outubro: Pro France, em Hossegor

18-29 de outubro: Pro Portugal, em Supertubos

08-20 de dezembro: Pipe Masters em Pipeline, no Havaí

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