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Rebeca Gusmão se diz injustiçada e traça carreira na política

À revista Rolling Stone Brasil, nadadora se mostra obstinada a provar inocência, fala em criar subsecretaria e condena a imprensa

iG São Paulo | 11/03/2011 20:09

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Foto: Divulgação/Rolling Stone Brasil Ampliar

A esportista Rebeca Gusmão

Com três jogos Pan-Americanos (Winnipeg, Santo Domingo e Rio de Janeiro), uma Olimpíada (Atenas, em 2004) e diversos campeonatos mundiais no currículo, Rebeca Gusmão está marcada como um dos maiores nomes da natação olímpica feminina do Brasil. No entanto, os dois casos de doping, um processo criminal e, por fim, o banimento definitivo da natação, mancharam a carreira da atleta. “O que fizeram comigo foi uma tremenda injustiça. Enquanto eu tiver recursos, vou seguir em frente para provar minha inocência”, disse à revista Rolling Stone Brasil.

Rebeca utiliza provas e contraprovas científicas para provar que é inocente, além de se apoiar em desvios de conduta do laboratório canadense onde seus exames foram realizados e dos profissionais envolvidos no processo. A esportista não costuma citar nomes, mas um não escapa: Eduardo de Rose, membro do Conselho de Fundação da Agência Mundial Antidoping (Wada) e diretor do departamento Antidoping do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). “Em relação ao meu caso, ele se mostrou completamente arrogante, sem ética profissional. As atitudes dele mostravam que ele tinha algo contra mim”, afirmou.

Enquanto luta na Justiça, Rebeca tenta um cargo por indicação como deputada distrital pelo PC do B. O objetivo dela é criar a Subsecretaria de Esportes de Alto Rendimento. Essa é a forma que ela encontrou de continuar envolvida com os esportes, já que não atua mais profissionalmente nesta área. “Hoje os meus sonhos são outros, porque não posso fazer o que amo. Sou como um leão que ficou enjaulado por tempos sem ser alimentado. Comecei no futebol como uma terapia”, relembrou sobre o início da nova carreira, em 2008.

Outro entrave na vida da atleta é a imprensa. Os episódios de doping, em conjunto com as imagens que comparavam o físico de Rebeca em tempos distintos – 1999 e 2007 – foram suficientes para a opinião pública declará-la culpada, o que despertou certo rancor. “Dono de jornal e revista vai tudo pro inferno – pode ser católico, espírita, crente, pode pedir perdão, o que for, mas não tem jeito”, desabafou.

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