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Pena branda da CBDA pode acabar tirando Cielo das Olimpíadas

Pego em exame antidoping, nadador poderia escapar de processo na CAS se tivesse sido punido com mais rigor pela entidade nacional

Pedro Taveira, iG São Paulo | 08/07/2011 07:28

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Foto: Getty Images

Atual campeão olímpico nos 50m livre, Cesar Cielo corre risco de não poder defender título em 2012

A decisão da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) de aplicar apenas uma advertência a Cesar Cielo no caso de doping por furosemida manteve o nadador no Mundial de Xangai, mas pode tirá-lo dos Jogos Olímpicos de 2012. Como a Fina (Federação Internacional de Natação) decidiu apelar à CAS (Corte Arbitral do Esporte) contra a sentença, o brasileiro corre o risco de ficar fora das Olimpíadas se o tribunal seguir o procedimento dos seus últimos casos emblemáticos.

O iG apurou que o painel da CAS não deverá ser instaurado antes de seis meses, apesar do pedido de urgência da Fina. O veredicto final pode ser anunciado em até um ano e a sentença passaria a valer a partir de então. A punição estabelecida pela Wada (Agência Mundial Antidoping) para casos como este é de dois anos, mas a pena pode ser reduzida ou até anulada caso seja atestado que não houve culpa ou negligência por parte do atleta.

LEIA MAIS: Rival de Cielo pede pena severa a brasileiro por doping

A CAS demora, em média, um ano para julgar seus casos. No doping de Rebecca Gusmão, o prazo foi de um ano e dois meses entre a apelação inicial e a sentença final. Jobson, atacante do Bahia, foi denunciado pela Wada no final de dezembro de 2010, mas sua audiência ocorreu somente no mês passado. Já o ciclista espanhol Alberto Contador foi levado à CAS em março e só não depôs ainda porque a audiência, prevista para junho, foi adiada para o início de agosto.

Se a CAS demorar um ano para anunciar a sentença e Cielo receber qualquer punição além da advertência, o atleta não poderá ir aos Jogos, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Mesmo que a solução se dê em seis meses, uma suspensão também de seis meses o tiraria de Londres porque violaria a regra 45 do código olímpico, que diz que qualquer atleta suspenso por seis ou mais meses perde a vaga nos Jogos seguintes. Para ir às Olimpíadas, o nadador precisa de um julgamento rápido e, caso punido, uma pena de, no máximo, cinco meses para ter tempo justamente de obter o índice olímpico.

Porém, se Cielo já tivesse sido suspenso pela CBDA, o caso poderia nem ter sido levado à CAS e, caso fosse, a eventual punição poderia ser retroativa. Isso significa que ele passaria a cumprir a pena a partir da última sexta-feira, data do painel da CBDA. O fato o tiraria do Mundial de Xangai, que será realizado neste mês e pesou na opção pela advertência, mas não teria seu maior efeito colateral: a possibilidade do atleta perder os Jogos.

Entenda o caso
Cesar Cielo foi flagrado em exame antidoping durante o Troféu Maria Lenk, em maio. O campeão mundial testou positivo para furosemida, diurético que pode mascarar a presença de outras substâncias proibidas. Nicholas Santos, Vinícius Waked e Henrique Barbosa também foram pegos. Todos alegam contaminação cruzada de um suplemento alimentar à base de cafeína.

Na sexta-feira da semana passada, o painel antidoping da CBDA optou por aplicar a pena branda aos atletas após analisar dados técnicos dos exames e receber um laudo da farmácia responsável pela manipulação do suplemento. Neste, ficaria aberta a hipótese da contaminação. Na última quarta-feira, porém, a Fina apelou desta decisão à CAS.

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