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Para diretor da Fina, "bom advogado livra qualquer um de punição"

Cornel Marculescu, diretor executivo da Federação Internacional de Natação, criticou duramente a política mundial contra o doping

AFP | 30/07/2011 13:13

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"Hoje, com o novo código, é como ir a um tribunal civil: com bom advogado você se livra; se você tiver um advogado ruim, é punido", declarou Cornel Marculescu, diretor executivo da Fina (Federação Internacional de Natação). O nadador brasileiro Cesar Cielo, que acusou positivo para furosemida (um diurético) em um exame em maio, foi autorizado pela CAS (Corte Arbitral do Esporte) a participar no Mundial de Xangai, onde, já ganhou duas medalhas de ouro, nos 50 metros borboleta e 50 metros livre.

Sua medalha nos 50 metros borboleta foi recebida com vaias da parte de vários nadadores, que consideram um escândalo a presença do brasileiro no torneio."Sim, eu entendo essa reação, é normal, as pessoas se sentem frustradas", comentou Marculescu, explicando que a Fina tem a intenção de levar o caso de Cielo ante a AMA (Agência Mundial Antidoping).

Em sua decisão, a CAS ratificou a opinião da CBDA (Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos) que se limitou a advertir Cielo se sancioná-lo."Quando se está num tribunal civil, com um bom advogado e uma boa argumentação, é possível influenciar o júri. O problema é que a gama (de sanções) é muito grande", afirmou ainda.

A CAS manteve a simples advertência a Cielo, de 24 anos, e a seus dois compatriotas, Nicolas dos Santos e Henrique Barbosa, mas sancionou Vinicius Waked, o outro envolvido, a um ano de suspensão por se tratar da segunda vez que ele não seguia o regulamento antidoping. Segundo o Tribunal, a presença de uma pequena quantidade de furosemida, uma substância que é usada para ocultar o uso de outros produtos dopantes, foi acidental e explicada porque os nadadores tomaram um complemento alimentar com cafeína.

"Não é fácil explicar às pessoas que o uso de uma mesma substância pode implicar sanções desde a simples advertência até dois anos de suspensão", afirmou Marculescu. O chefe da Fina quer pedir à AMA uma revisão das normas antidoping revisadas há dos anos e que permitem agora que os atletas escapem das sanções se conseguem demonstrar circunstâncias atenuantes.

"Agora é muito complicado. Antes era mais fácil, havia a substância e não havia desculpas para explicar como ela chegou a seu corpo, era um problema seu", recordou Marculescu.

Para sua defesa, Cielo contratou o advogado americano Howard Jacobs, que também defendeu outros astros do esporte envolvidos em casos de doping, como a nadadora Jessica Hardy e a atleta Marion Jones.

Depois do caso Cielo, a FINA anunciou que voltará a fazer exames de sangue durante o Mundial de Xangai para estabelecer um "passaporte biológico" que permita detectar variações suspeitas ao longo do tempo.

Veja as imagens da conquista do bicampeonato mundial de Cesar Cielo:

<span>Cesar Cielo exibe a medalha de ouro nos 50m livre do Mundial de Xangai</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Cesar Cielo no pódio do Mundial de Xangai, ao lado de Alain Bernard e Luca Dotto</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <strong>Publicidade</strong> <span>Cesar Cielo comemora sua vitória nos 50m livre em Xangai</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong> <span>Cesar Cielo brinca e puxa os olhos com o se fosse um chinês, no pódio dos 50m livre em Xangai</span> - <strong>Foto: Divulgação</strong>

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